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quarta-feira, abril 19, 2017

Delator diz que Odebrecht pagou mesada de R$ 547 mil a Cunha por 3 anos


O ex-executivo da Odebrecht Benedicto Júnior afirmou em depoimento ao Ministério Público que o ex-presidente da Câmara e deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) recebeu, durante três anos, pagamentos mensais de R$ 547 mil. Atualmente, o peemedebista está preso em Curitiba.
Segundo o delator, que foi presidente da Odebrecht Infraestrutura, os pagamentos foram feitos entre setembro de 2011 e agosto de 2014. O valor total pago a Cunha, de acordo com Benedicto Júnior, somou R$ 9.6 milhões.
Durante o depoimento, o ex-executivo da Odebrecht afirmou que Cunha solicitou o valor "a pretexto de campanhas políticas do PMDB" e era equivalente a 1,5% do valor da obra do Porto Maravilha, no Rio de Janeiro, liberado para a empreiteira.
Eduardo Cunha já foi denunciado pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, por suspeitas de ter recebido propina de três empreiteiras que participaram das obras do Porto Maravilha - Odebrecht, OAS e Carioca Engenharia. De acordo com a denúncia, o peemedebista recebeu R$ 52 milhões em propina das três empreiteiras.
"Entre agosto e setembro de 2011, eu fui pessoalmente procurado pelo deputado Eduardo Cunha que me pediu uma reunião. Eu me encontrei com ele [...], ele fez um breve relato do que ele conhecia do Porto Maravilha, que estava em andamento, já havia sido constituído (?), tudo andando normalmente. Ele, a título de campanhas futuras, me pediu que eu fizesse pagamento da ordem de 1,5% do valor liberado para o projeto em 36 parcelas", afirmou o ex-executivo.
Ele explicou ainda que decidiu fazer os pagamentos porque Cunha "era uma pessoa relativamente importante no cenário" e porque o então deputado "tinha uma pessoa dentro do conselho" do Fundo de Investimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FI-FGTS) e a Odebrecht "não queria ter problemas nesse assunto".
"Então, concordei, avaliamos dessa forma", explicou Benedicto Júnior.

Fonte: G1

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