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sexta-feira, maio 19, 2017

Ativistas LGBT russos tiram mais de 40 gays da Chechênia e pedem asilo a eles

Cartaz que chama Vladimir Putin de assassino é exibido em manifestação em defesa da comunidade gay na Chechênia realizado no dia 20 de abril no México (Foto: REUTERS/Carlos Jasso)

Ativistas da ONG "Rede Russa LGBT" informaram nesta quinta-feira (18) que retiraram até esta quinta-feira (18) 42 homossexuais da Chechênia e pediram aos países europeus asilo perante o perigo que correm nessa república do Cáucaso Norte, segundo algumas denúncias.
Um porta-voz da ONG disse à agência "Interfax" que os mais de 40 gays foram levados para distintas regiões da Rússia. "Esperamos a ajuda dos países europeus com vistos para levá-los ao exterior", afirmou à agência "Interfax" o porta-voz.
Nove deles já saíram do país, acrescentou, sem revelar os Estados aos quais emigraram. Além disso, o porta-voz precisou que no total houve pedidos de ajuda de mais de 80 homossexuais na Chechênia.
"Tratamos com pelo menos cinco países para conseguir os vistos. Estamos negociando a abertura de corredores humanitários para membros da comunidade LGBT", explicou o interlocutor da agência russa.
"As vítimas desconfiam de nós. Muitas delas estiveram presas e sofreram torturas", disse o porta-voz da ONG, que precisou que as detenções começaram em dezembro do ano passado.
Prisões secretas e tortura
A "Rede Russa LGBT" não tem representação na Chechênia e nem trabalhou antes nessa região de maioria muçulmana, no olho do furacão depois que um jornal russo denunciou a perseguição e assassinatos de homossexuais em seu território, bem como a existência de prisões secretas para as minorias sexuais.
O líder da Chechênia, Ramzan Kadyrov, qualificou de "provocação" e "calúnia" a reportagem do jornal "Novaya Gazeta", que relevou a situação dos gays na república, embora na semana passada tenha se manifestado disposto a cooperar com as autoridades federais russas na investigação das denúncias.
"Não se pode deter ou perseguir quem simplesmente não existe na república. Se na Chechênia houvesse essa gente, os órgãos de segurança não teriam que se preocupar com eles, já que seus próprios familiares os enviariam a um local desde onde nunca retornariam", declarou Alvi Karimov, o porta-voz do líder checheno.
Os testemunhos das vítimas falam de confinamentos em condições desumanas, torturas com descargas elétricas, violações com garrafas, desaparecimentos e mortes.

Fonte: G1

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