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terça-feira, junho 27, 2017

PT promete obstruir votações das reformas até análise de denúncia contra Temer


Líderes do PT na Câmara e no Senado qualificaram nessa segunda-feira, 26, como “gravíssima” a denúncia feita pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, contra o presidente Michel Temer por corrupção passiva. Segundo o deputado federal Carlos Zarattini (PT-SP), a estratégia do partido será obstruir votações na Câmara até que a denúncia seja analisada pela Casa.

“Não vamos aceitar qualquer manobra que o governo tente fazer”, afirmou o líder da bancada petista. Segundo ele, mesmo que Temer consiga maioria na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara para barrar a denúncia, ele não atingirá os 172 votos necessários no plenário. “Eles vão tentar fazer todas as manobras na CCJ, mas mesmo se vencer lá na comissão, será uma vitória de Pirro, porque no plenário não há como substituir deputados. Como um deputado vai voltar para os seus Estados e dar entrevistas para os jornais, TVs e rádios de lá e ter que se explicar sobre como estão votando favoravelmente a um governo que só retira direitos de trabalhadores?”

Para que o Supremo Tribunal Federal (STF) analise o pedido da Procuradoria-geral da República, é necessária que a denúncia seja autorizada por ao menos dois terços dos deputados.

O líder da minoria na Câmara, José Guimarães (PT-CE), disse não haver mais clima no Congresso para discutir as reformas trabalhista e da Previdência, principais apostas do governo Temer para tentar sair da crise política. “A primeira providência será parar as reformas. Não é possível, nem o Senado e nem a Câmara, votarem qualquer matéria. O Brasil não aguenta. A economia brasileira está derretendo”, afirmou o deputado.

No Senado, o líder do PT, Lindbergh Farias (PT-RJ), também tem a mesma opinião. “O governo Temer acabou. Não vai ser fácil eles conseguirem 172 votos. Será uma votação aberta, televisionada. E estamos perto das eleições. Queremos parar a tramitação das reformas. Não tem clima para votar a reforma trabalhista quarta-feira”, afirmou o senador, em referência à votação marcada na CCJ do Senado.

Fonte: Estadão

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