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terça-feira, junho 27, 2017

RN atinge meta de desmatamento zero da Mata Atlântica, diz Semarh

Parque das Dunas é uma das áreas de Mata Atlântica no RN (Foto: Ronaldo Diniz)

O Rio Grande do Norte atingiu a marca de desmatamento zero da área de Mata Atlântica no estado. A informação foi divulgada pela Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos do RN (Semarh), de acordo com dados do Atlas da Mata Atlântica, referentes ao período de 2015 a 2016.
O documento foi produzido pela Fundação SOS Mata Atlântica e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Uma das principais reservas de Mata Atlântica no Rio Grande do Norte é o Parque das Dunas, considerado o maior parque urbano do país sobre dunas. Com cerca de 1.170 hectares, o local abriga mais de 250 espécies de plantas e animais.
Além do parque, o RN ainda conserva outros remanescentes do bioma, como a Área de Proteção Ambiental Bonfim-Guaraíras, que possui 290.88 hectares de Mata Atlântica, e a APA Piquiri-una que abrange cinco municípios da região agreste do estado.
Apesar de os números nacionais apontarem o desflorestamento de 291 km² do bioma no período de estudo, o Rio Grande do Norte, de acordo com a Semarh, apresentou apenas seis hectares de Mata degradados, quando o limite para estar no nível de desmatamento zero é de 100 hectares.
A Secretaria ressalta que o dado positivo é reflexo do maior controle ambiental. Além disso, outros fatores que garantiram o desmatamento zero neste período foram a observância e o cumprimento da Lei 11.428 da Mata Atlântica e o apoio aos municípios, principalmente no que diz respeito ao licenciamento, monitoramento e fiscalização ambientais.
“O Idema segue rigorosamente a lei da Mata Atlântica, bem como a lei 12.651/2012 do código florestal. Trabalhamos firme na fiscalização das áreas de proteção ambiental para coibir qualquer indício de desmatamento do bioma”, ressaltou Rondinelle Oliveira, Diretor-geral do Idema.
Para continuar as ações de preservação do bioma, a Semarh iniciará nos próximos dias uma série de reuniões com os municípios para discutir a elaboração dos planos municipais de Mata Atlântica.
Plano de Manejo do Parque das Dunas
No primeiro semestre do ano passado, o Idema iniciou a revisão do Plano de Manejo do Parque das Dunas que era de 1989. Uma equipe de 25 técnicos está fazendo o levantamento do meio físico (relevo, geologia, solo), biológico (fauna e flora) e socioeconômico, com o objetivo não só de atualizar as informações, mas também buscar ferramentas para cada vez mais mantê-lo preservado.
Com esse trabalho já foram descobertas mais de 200 espécies novas de flora e fauna. O órgão ambiental está também retirando algumas espécies de plantas exóticas encontradas no local e doando-as com o objetivo de manter o bioma do parque.
Reflorestamento da Mata do Pilão
A Mata do Pilão, localizada dentro da APA Piquiri-UNA recebeu no último mês de maio cerca de três mil mudas de plantas nativas. A área que é de grande importância para o lençol freático da bacia Piquiri-Uma, foi atingida por um incêndio em outubro de 2016. Em visita ao local no início deste ano, a equipe técnica do Idema constatou uma regeneração natural da área. Para acelerar o processo de recuperação da mata, órgão ainda realizou um mutirão para o plantio de milhares de mudas de Pau-brasil, Ipê Amarelo, Ipê Roxo, Jatobá, Sucupira, entre outras.
Cercamento do Parque Estadual Mata da Pipa
Outra ação de destaque de preservação da Mata Atlântica é o cercamento do Parque Estadual Mata da Pipa (PEMP), iniciado neste mês de junho. Localizado na APA Bonfim-Guaraíras, em Tibau do Sul, o perímetro do PEMP compreende 11,3km e está recebendo cercas de concreto. O trabalho conta com o apoio dos moradores da região e visa preservar toda a área do parque. A obra tem recursos próprios do Idema e deverá ser concluída em no máximo 90 dias.

Fonte: G1

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