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segunda-feira, junho 19, 2017

Sertanejo x Forró volta a dividir opiniões de artistas no São João de Caruaru

Santanna cantou os grandes sucessos do forró (Foto: Arnaldo Felix/Seic)

O Pátio de Eventos recebeu o forró tradicional, estilizado e o sertanejo na noite deste sábado (17). Segundo a Polícia Militar, 38 mil pessoas compareceram ao principal polo do São João de Caruaru, no Agreste de Pernambuco.
A primeira atração foi a banda Caru Forró. Com os vocalistas Edjailson e sua filha Ellen Munik, vários artistas do Nordeste foram homenageados, como Azulão, na música "Afogando a minha dor".
Em seguida foi a vez de uma das atrações mais esperadas, Santanna, O Cantador. Com músicas marcadas na história do forró, o público dançou ao som do cearense. No repertório, canções como "Ana Maria" e "Se tu quiser". A polêmica envolvendo o ritmo sertanejo no São João foi um dos assuntos comentados pelo artista na coletiva de imprensa.
"O problema não é a contratação de sertanejos. Vão acabar com a festa, está perdendo a essência, aquilo que não tem alma não consegue sobreviver. Se é para atender o público, traga na data de aniversário da cidade, no Natal. Eles não têm compromisso com a nossa cultura. Não é pelo fato da música estar fazendo sucesso que ela é boa. Caruaru é conhecida pelo barro, e não pelo plástico", disse Santanna.

Israel Novaes fez sua estreia no São João de Caruaru (Foto: Arnaldo Felix/Seic)
Israel Novaes fez sua estreia no São João de Caruaru (Foto: Arnaldo Felix/Seic)

Entrando na música estilizada, a Banda Forró Vumbora foi a terceira atração da noite, misturando os ritmos e os sucessos do momento no Pátio de Eventos. O sertanejo Israel Novaes encerrou a noite de shows. Pela primeira vez na festa junina da Capital do Forró, o cantor ficou conhecido com a música "Vem ni mim Dodge Ram” e também falou sobre a polêmica no São João desse ano.
"Cada vez mais tem se perdido o preconceito do Nordeste com o país inteiro. Existia um preconceito muito grande em se tratando do forró, do nordestino. Com a mistura musical, o Brasil está se conhecendo e isso diminui o preconceito. Isso é muito saudável. Como cada estilo é uma variação linguística, tudo se comunica", comentou Israel.

Fonte: G1

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