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quinta-feira, julho 27, 2017

Casa da Moeda tem 240 mil passaportes em branco em estoque para serem personalizados

Passaportes foram armazenados durante período de suspensão do serviço. (Foto: Cristina Boeckel/ G1)Durante o quase um mês em que a emissão de novos passaportes ficou suspensa, a Casa da Moeda não ficou parada. A produção continuou durante o período, porém as cadernetas não receberam os dados de personalização e dispositivos de segurança que ajudam a impedir possíveis falsificações. Assim, quando a emissão dos documentos foi retomada, na última segunda-feira (24), 240 mil cadernetas já estavam prontas em estoque, aguardando somente os dados dos cidadãos. Durante o período de suspensão pela Polícia Federal, os profissionais que trabalhavam especificamente nos setores responsáveis pelo manuseio das máquinas responsáveis por colocar estas especificações, foram remanejados para outros setores.
O G1 esteve na fábrica da Casa da Moeda e conferiu o ritmo de trabalho dos mais de 70 profissionais que foram realocados pela instituição para colocar em dia a produção de passaportes no país. Eles e as máquinas trabalharão 24 horas por dia e sete dias por semana para atender a demanda de cerca de 175 mil solicitações.
A capacidade da Casa da Moeda é de produção de 13 mil documentos diariamente. Contando com as demandas que seguem chegando, a previsão é de que em cinco semanas a produção e entrega de passaportes no Brasil tenham sido normalizadas.
“A gente tem um controle de qualidade do dado que está sendo recebido, do dado impresso, do chip e mais da embalagem. Isso tudo tem que estar muito seguro e integrado para que o cidadão possa receber o seu documento e não ter nenhum problema,” explicou Paulo Esteves, superintendente da produção de passaportes da Casa da Moeda, em entrevista à TV Globo na segunda (24).
Sigilo é fundamental
Nas salas onde são produzidos os passaportes de todo o país, o esquema de segurança é forte. Só é permitido entrar passando por uma catraca e a presença de vigilantes é constante.

O processo é quase todo realizado por máquinas. Elas colocam as capas, os números de série, fazem a impressão de fotos e dados, além de colocar marcas d’água e outros itens de segurança.
A força humana é responsável por levar os documentos de uma máquina para outra e pelo processo de embalagem e destinação dos passaportes para cada parte do país. Nem todas as etapas são possíveis de serem registradas. O segredo é a alma do negócio da Casa da Moeda contra as falsificações. As máquinas que colocam os chamados itens de segurança e os dados dos cidadãos não podem ser filmados ou fotografados. Algumas pessoas que trabalham nesse sistema de segurança máxima também preferem não aparecer, por motivos de segurança.
Não é permitido fazer nenhum tipo de registro sem autorização nas salas onde os passaportes são produzidos. Usar o celular, então, nem pensar. A regra vale tanto para os funcionários quanto os visitantes, como nossa equipe de reportagem.
O retorno à produção de passaportes foi possível graças a aprovação pelo Congresso Nacional que um projeto do governo que destinou R$ 102,38 milhões ao Ministério da Justiça para que a Polícia Federal voltasse a emitir passaportes. O projeto foi sancionado pelo presidente Michel Temer no dia 19 de julho.
A produção do documento foi suspensa no país no dia 27 de junho pela Polícia Federal por “insuficiência do orçamento”. Segundo a assessoria da PF, não significa que faltasse dinheiro, e sim que a corporação havia atingido o limite do gasto autorizado na Lei Orçamentária da União para essa questão específica.
Durante o período de suspensão, apenas o agendamento online e o atendimento nos postos da PF continuaram sendo realizados. A entrega dos novos passaportes ficou paralisada à espera da normalização da situação orçamentária.

Fonte: G1

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