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quinta-feira, julho 27, 2017

Ex-presidente da Caixa diz que Cunha pressionava por financiamentos

O ex-presidente da Caixa Econômica Federal Jorge Hereda acusou o ex-deputado Eduardo Cunha de tê-lo pressionado para liberar financiamentos.
Jorge Hereda foi chamado para depor como testemunha de Eduardo Cunha num dos processos contra o ex-deputado na Justiça Federal de Brasília.
Hereda contou que, numa reunião com Cunha na Câmara dos Deputados em 2014, o ex-deputado avisou que o então presidente da Caixa seria convocado para depor na CPI da Petrobras se os projetos de interesse de Cunha não recebessem financiamento logo.  
“Na verdade, o senhor Eduardo Cunha reclamava do andamento dos projetos. Mas que a gente andava muito, muito rápido com a da Petrobras. E falou que, se a gente aprovasse os da Petrobras antes das outras, que a gente, que ele iria me convocar para a CPI da Petrobras. Eu até disse: olha, eu não sou presidente da Petrobras, eu sou presidente da Caixa”, disse Hereda.
Hereda disse que a convocação dele à CPI nunca foi aprovada. “Eu tomei como uma ameaça para me causar constrangimento”, disse.
O ex-presidente da Caixa não revelou sobre quais empresas e financiamentos Cunha teria demonstrado interesse. Hereda prestou depoimento na ação penal em que Cunha é acusado de participar de um esquema de cobrança de propina de empresas em troca da liberação de dinheiro do fundo de investimentos do FGTS, gerido pela Caixa.
Cunha responde a outras três ações penais e quatro inquéritos. Já foi condenado a 15 anos de prisão por corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas, e recorre da sentença preso em Curitiba. Recentemente, entrou com um habeas corpus no Supremo Tribunal Federal.
A Procuradoria-Geral da República pediu ao Supremo que mantenha Cunha preso. O argumento: o ex-deputado ainda pode cometer crimes e influenciar aliados no Congresso.
No documento, Janot disse que “seu potencial delitivo, hoje, está concentrado mais na capacidade de influenciar seus asseclas, ainda ocupantes de cadeiras no Congresso Nacional, do que propriamente no abuso das prerrogativas de parlamentar”.
A defesa de Eduardo Cunha afirmou que o depoimento de Jorge Hereda é contraditório e que o ex-deputado não tinha como interferir na CPI mista da Petrobras, que funcionava na época da reunião relatada.

Fonte: Jornal Nacional

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