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terça-feira, julho 25, 2017

Oito delações da Lava Jato que prometem abalar a política

Fotos: Lula Marques/ AGPT / Fernando Frazão / Agência Brasil / Rodolfo Buhrer / Paraná PortalO fim do recesso do Judiciário, na próxima semana, é o ponto de partida para o desfecho de delações premiadas em curso.

Em troca de informações que revelem esquemas criminosos – desde caixa dois eleitoral até pagamento de propina – delatores fazem ajustes nas provas que, dependendo da qualidade, podem significar a saída da prisão.  Só na Lava Jato, 158 pessoas estão dispostas a delatar. O Metro Jornal lista os principais acordos que causam preocupação no meio político:

Marcos Valério 
Preso desde 2011, o publicitário decidiu recentemente escavar no passado provas inéditas do esquema de desvio de recursos públicos para a campanha do PSDB em 1998, o mensalão tucano. As primeiras provas o permitiram deixar a penitenciária Nelson Hungria para um presídio menos rigoroso, em Sete Lagoas (MG). Parte dos anexos entregues, que envolveriam, por exemplo, o senador Aécio Neves (PSDB-MG), foram aceitas pela PF (Polícia Federal) e aguardam validação do STF (Supremo Tribunal Federal).

Eduardo Cunha
O ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) está preso desde outubro do ano passado e tenta negociar para revelar, sobretudo, o uso de recursos do Fundo de Investimento do FGTS para abastecer as campanhas do PMDB desde 2002. Ele promete comprometer o presidente Michel Temer e os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria-Geral). Cunha ‘concorre’ com Lúcio Funaro sobre qualidade de provas. O acordo ainda não tem prazo para ser fechado.

Lúcio Funaro
Apontado como operador de propinas do PMDB, o doleiro promete tirar das sombras esquemas de desvios em estatais como Infraero, Anvisa, além da Caixa, onde compete por provas mais contundentes com Eduardo Cunha. A ‘lista do Funaro’ é encabeçada por Geddel Vieira Lima e os pagamentos de propina feitos pela JBS. Outros nomes são: Michel Temer, Henrique Eduardo Alves e Gabriel Chalita. O acordo está em fase final no Ministério Público.

Antonio Palocci
Ex-ministro dos governo Lula e Dilma, o economista promete revelar esquemas de pagamento de propina feitas por bancos e também a empresas, sobretudo do setor automotivo. O petista pretende também falar dos pagamentos feitos em troca de benefícios, alvo de apuração da operação Zelotes. As revelações, se confirmadas, comprometem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Palocci está preso preventivamente em Curitiba e já foi condenado a 12 anos de prisão.

Eike Batista
O empresário organiza documentos para oferecer ao Ministério Público detalhes do pagamento de R$ 5 milhões em propina ao marqueteiro João Santana, que teria usado o dinheiro para quitar dívidas de campanha do ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT). Eike também quer dar elementos de um suposto lobby do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em favor das empresas do grupo X e sobre o pagamento de US$ 16,5 milhões ao ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral em contas no exterior.

Fernando Cavendish
O empresário Fernando Cavendish negocia com o Ministério Público do Rio de Janeiro revelar propinas pagas a políticos do PMDB e PSDB pela construtora Delta no Rio de Janeiro e em Goiás. Um dos alvos das acusações é o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), de pagamentos que teriam sido feito durante os jogos Pan-Americanos, em 2007.

Renato Duque
O ex-diretor da Petrobras mira delatar irregularidades em negócios com contratos de navios-sonda. Ele pretende oferecer arquivos que teriam sido deletados, entre 2004 e 2012, dos computadores da estatal. Duque falou à Justiça que o ex- -presidente Lula tinha ‘pleno conhecimento’ do esquema de pagamentos de propina e que foi responsável pelos contratos que abasteceram os cofres de campanhas do PT.

Leo Pinheiro
Ex-dono da OAS deu o depoimento fundamental para embasar a condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele contou que o petista era o proprietário do tríplex no Guarujá. O executivo foi condenado a 10 anos e 8 meses de prisão, mas poderá ir para ao regime semiaberto após cumprir 2 anos e 6 meses. Agora, Pinheiro promete contar, por exemplo, sobre pagamentos ao senador Aécio Neves (PSDB-MG) pelo Centro Administrativo de Minas Gerais e ao ex-deputado Henrique Eduardo Alves, a quem acusa de se beneficiar das obras da Arena das Dunas, em Natal. A delação deve ser homologada em agosto.

Fonte: Paraná Portal

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