Usuários Online

RÁDIO CIDADE AO VIVO

quarta-feira, julho 19, 2017

Polícia prende principal suspeito de matar fundador da Mancha Verde em SP

Moacir Bianchi foi encontrado morto com 22 perfurações de bala no carro que dirigia na Avenida Presidente Wilson (Foto:  Edison Temoteo/Futura Press/Estadão Conteúdo/Reprodução/Facebook/Moacir Bianchi)

Policiais prenderam na noite desta terça-feira (18) em Osasco, na Grande São Paulo, o principal suspeito de matar o fundador da Mancha Verde, Moacir Bianchi. Marcello Ventola, mais conhecido como Marcelinho, era um dos homens mais procurados pela polícia paulista. Ele estava foragido desde março, quando a Justiça decretou sua prisão preventiva.
Segundo as investigações, foi Marcelinho quem disparou 22 vezes contra Moacir Bianchi no último dia 2 de março, em uma emboscada no bairro do Ipiranga, Zona Sul da capital paulista. A motivação para o assassinato seria a disputa pela composição da nova diretoria da organizada do Palmeiras.
Marcelinho já foi condenado a quase 40 anos de prisão por diversos crimes e estava em liberdade provisória quando, de acordo com a polícia, cometeu o crime. O suposto atirador, que não está no cadastro dos associados da Mancha, queria ser um dos diretores da torcida. Bianchi teria sido contra e dito que, como fundador, não permitiria que ele assumisse o cargo.
Para a polícia, três pessoas participaram da execução. Um segundo suspeito, que seria o motorista do carro onde estava Marcelinho, também teve a prisão preventiva decretada, mas segue foragido. O nome dele não foi revelado. Investigadores ainda tentam identificar quem dirigia o táxi responsável por bloquear a passagem do veículo da vítima na emboscada.
Relembre o caso
Uma câmera de segurança registrou o assassinato. As imagens mostram o carro de Bianchi parando no semáforo, entre outros dois veículos, à 1h18 daquela quinta-feira. Um homem desce do automóvel que está atrás e, em seguida, efetua uma série de disparos. O criminoso foge correndo enquanto o carro da vítima se movimenta desgovernado.
O crime aconteceu horas depois de uma reunião entre integrantes da Mancha Verde, na sede da torcida, em Perdizes, na Zona Oeste de São Paulo. Segundo testemunhas, Bianchi participou do encontro, que foi marcado por discussões e clima tenso. Uma gravação compartilhada nas redes sociais e atribuída à vítima indica que a organizada enfrentava problemas internos.
Segundo a polícia, após a reunião, Bianchi seguiu para a Rua da Consolação, no Centro da capital, e parou em uma boate onde prestava serviço. O palmeirense saiu de lá por volta da meia-noite com destino à sua casa, mas o trajeto foi interrompido pela emboscada na Avenida Presidente Wilson.
Uma das linhas de investigação estudadas pela polícia é de que a execução de Bianchi esteja ligada ao interesse de uma facção criminosa em assumir o controle da Mancha. A vítima já não fazia parte da atual diretoria, mas, como um dos fundadores, ainda tinha voz ativa na torcida e era contra a integração com o crime organizado.
Suspeito tem ficha criminal extensa
A primeira prisão de Marcello Ventola aconteceu em 1998, na região do Campo Limpo, Zona Sul da capital paulista, por roubo e formação de quadrilha. No ano seguinte, no entanto, ele já estava na rua e foi preso outra vez por roubo e uso de documentos falsos.
Em 2000, Marcelinho foi novamente detido. Policiais do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) encontraram três fuzis e pistolas em um carro roubado, que estava estacionado perto de um shopping na Zona Oeste. De acordo com a polícia, Marcelinho comia um lanche no centro de compras enquanto esperava o momento para comandar uma fuga de presos. A Justiça demorou para julgar e o crime prescreveu.
Depois, vieram outros crimes tanto na capital quanto no interior do estado. Marcelinho foi condenado a 37 anos e meio de prisão por alguns dos delitos, como um roubo a banco, mas só em 2007 foi preso. Ele estava armado em uma avenida da Cohab de Carapicuíba, na Grande São Paulo, e usava um nome falso.
Marcelinho foi levado ao presídio de segurança máxima de Presidente Venceslau, no interior paulista. Ficou na penitenciária por oito anos, até que, em 2015, saiu pela porta da frente com um alvará de liberdade provisória.

Fonte: G1

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Sua opinião é muito importante para nós, comente essa matéria!