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sábado, julho 29, 2017

Presidiários aplicam golpes por telefone; saiba como se proteger

Uma reportagem da edição de quinta-feira (27) do Jornal Nacional deixou milhões de pessoas indignadas com a covardia e a crueldade de um grupo de golpistas.
De dentro da cadeia, eles extorquiram dinheiro de pessoas que têm parentes internados em UTIs de hospitais.
Veja como se proteger pra não ser a próxima vítima desse golpe e de outros, aplicados por presidiários com acesso a um telefone celular.
Atenção quando a chamada for de um número desconhecido, primeiro passo: numa conversa com um estranho, não se deixe abalar emocionalmente.
Golpista: Eu venho através dessa ligação não para repassar uma boa notícia para vocês familiares.
Vítima: Não! Espera, espera que eu tô chegando aí.
A mulher que não quer se identificar entrou em contato com o Jornal Nacional depois da edição da quinta-feira (27). Nós mostramos que a polícia prendeu uma quadrilha especializada em extorquir dinheiro de famílias que têm parentes internados e em estado grave.
“Eu estava muito emocionada, minha mãe já há dias no hospital. E ela é uma paciente muito grave, ainda é muito grave. Então, naquele momento, foi um momento, assim, muito, muito frágil mesmo meu”, contou ela.
O prejuízo dela foi de R$ 5 mil com a promessa de exames fundamentais para o tratamento da mãe.
Segundo passo: desconfie da conversa.
“Em nenhum momento eu desconfiei porque ele falava muito bem. Não teve nenhum erro que a gente pudesse desconfiar. Como se fosse um médico”.
Terceiro passo: não siga as instruções sem antes confirmar a história.
Golpista: Vá pra agência bancária e, chegando lá, eu repasso a conta, o senhor efetua o pagamento e venha pro hospital pra gente dar início.
O golpe do hospital acontece geralmente no horário bancário para que as vítimas possam ter acesso a grandes quantias de dinheiro. Em geral, os bandidos ligam de presídios e contam com ajuda de gente do lado de fora.
Este é mais um dos vários golpes que são aplicados por telefone. Um dos mais famosos é o do falso sequestro.
Golpista: Mãe.
Vítima: Oi. O que tá acontecendo?
Golpista: Mãe, eu tô sequestrada, mãe!
Deste golpe, qualquer um pode ser vítima. A tática da quadrilha é ligar de manhã cedo ou à noite, inclusive de madrugada, quando as pessoas estão mais sonolentas. E, às vezes, no nervosismo, a própria vítima acaba passando informações para os bandidos.
Golpista: O que o senhor é dele?
Vítima: É minha filha. O que que tá acontecendo?
Golpista: É sua filha?
Vítima: Isso.

Quem liga ameaça. Diz que você não pode desligar o telefone. O bandido não quer que você ligue para alguém da sua família.
Golpista: Mãe.
Vítima: Oi.
Golpista: Não fala nada pra ninguém, mãe.
Vítima: Não. Não vou falar, não.
“O meu celular tocou e eu peguei e escutei uma pessoa chorando. Eu na hora disse: o que houve Amanda? O que houve?’ Nisso veio um senhor passando e viu o meu estado e perguntou o que era, e pediu que eu discasse o telefone da minha filha no celular dele. Foi quando a minha filha me atendeu no trabalho. Mas o desespero, o susto que eu tomei, olha, não desejo isso pra ninguém”, diz Ana Luiza Nogueira, que foi vítima do golpe do falso sequestro.
Mas há outras maneiras para você confirmar se o sequestro é verdadeiro.
“Uma orientação básica é a pessoa perguntar uma informação pessoal como se fosse um apelido, um nome de animal de estimação para que a pessoa possa de certa forma se certificar se aquela pessoa que estaria atrás da linha é realmente ou não um familiar. Mas a gente sempre vai orientar que a pessoa busque imediatamente apoio policial ou de um vizinho que esteja próximo, a pessoa que esteja mais próxima, para equilibrar o ambiente e melhor orientar a pessoa”, disse o delegado Gabriel Ferrando.
E o golpe do falso prêmio? A quadrilha já chega dando parabéns.
Golpista: Em primeiro lugar, uma ótima tarde. Os meus parabéns por ser cliente...
Vítima: Eu ganhei alguma coisa?
E o prêmio, geralmente, é bom demais pra ser verdade: um carro barato, um empréstimo sem juros.
Golpista: Parabenizando com R$18 mil e um automóvel na promoção recarga premiada, tudo bem?
Vítima: Jura?
“Quando a esmola é muita o santo desconfia. Qualquer vantagem desproporcional, qualquer vantagem absurda, a pessoa deve sempre desconfiar. E geralmente eles exigem um adiantamento. Uma taxa, um pequeno depósito, é aí que eles ganham. Eles faturam das vítimas. Qualquer tipo de ligação que a pessoa for surpreendida, seja com informações pessoais, até muito exatas, sempre, sempre se certificar com a instituição da qual a pessoa se diz como representante para que a pessoa não seja vítima de um golpe. Então qualquer tipo de ligação, desconfiar”, explica o delegado.
Anote as dicas: afinal você pode não ter a mesma sorte dessa vítima que entrou em desespero, mas conseguiu escapar do golpe.
Vítima: A gente não tem condições de pagar por isso, doutor...Agora no momento a gente não tem.
Golpista: E qual o valor que a senhora disponibiliza de imediato?
Vítima: Não sei, R$ 1 mil, não sei.
Golpista: A senhora tem R$ 1 mil?
Vítima: A gente consegue levantar R$ 1 mil. Ai, meu Deus do céu, como dói ouvir isso.
Golpista: Natália. Natália.
Vítima: Oi, pode falar.
Golpista: É mentira, é um golpe, nada disso que eu falei com a senhora é verdade.

Fonte: Jornal Nacional

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