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terça-feira, julho 18, 2017

Servidor público é condenado por crime de pedofilia


Um servidor público foi condenado pelo crime de pedofilia a três anos, nove meses e 15 dias de reclusão. O acusado foi identificado como Pedro Felipe Paulino Ferreira, que foi um dos presos por força de mandado de prisão durante a “Operação Gênesis”, deflagrada pela Polícia Federal.

A sentença foi aplicada pelo Juiz Federal Walter Nunes da Silva Júnior, titular da 2ª Vara Federal, e inicialmente a pena será cumprida no regime aberto.

No computador pessoal de Pedro Felipe foram flagrados compartilhamentos de vídeos de pornografia e sexo explícito envolvendo crianças e adolescentes, além de centenas de fotos e vídeos de mesma natureza, armazenados no disco rígido da máquina.

A perícia da PF encontrou 492 arquivos de vídeo e 151 arquivos de fotos com cenas suspeitas de pornografia ou sexo envolvendo crianças ou adolescentes, totalizando mais de 48GB. Além do período de reclusão, o servidor pagará 98 dias-multa, com o valor sendo calculado sobre 1/20 do salário mínimo para cada dia-multa.

O juiz informou em sua sentença que “As circunstâncias pessoais do acusado – versado na língua inglesa e aluno do curso de Ciências da Computação, na Universidade Potiguar/Unp – e as provas coligidas nos autos não dá espaço para se falar, ou tampouco cogitar, na hipótese, que o acusado agiu com ausência de dolo, desconhecimento ou simples ingenuidade”.

Relembre

Deflagrada no dia 2 de setembro de 2015, a Operação Gênesis cumpriu 10 mandados nos estados do Acre, Ceará, Minas Gerais, Pernambuco, Roraima, Santa Catarina Tocantins e Rio Grande do Norte com o objetivo de combater o armazenamento e a distribuição de fotos e vídeos de material pornográfico infantil pela internet.

Cerca de 40 policiais cumpriram estes mandados em Natal, Parnamirim e Mossoró, na região Oeste do estado. A operação foi coordenada pela Diretoria de Investigação e Combate ao Crime Organizado (DICOR), através da Unidade de Repressão aos Crimes de Ódio e Pornografia Infantil na Internet, em Brasília.

As investigações no RN foram realizadas por oito meses por meio de um trabalho de inteligência, identificaram contas de usuários que se utilizavam de redes sociais e de e-mails para distribuir arquivos de pornografia infantil através da rede mundial de computadores.

O nome da operação faz referência ao termo grego gênesis, que significa “nascimento, princípio”. A PF explica que a operação usou este nome por buscar resguardar os direitos dos cidadãos desde a sua infância combatendo crimes tipificados no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Fonte: Portal no Ar

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