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sexta-feira, agosto 11, 2017

'Foi vontade de Deus', afirma creche sobre morte de bebê em seu 1º dia de aula em Campinas

Bebê morreu no primeiro dia em que foi levada para creche (Foto: Devair Maciel / Arquivo pessoal )
A escola infantil Casinha do Saber, de Campinas (SP), onde Emanuelle Calheiros Maciel, de 4 meses, passou mal e morreu no primeiro dia de aula, na última terça (8), divulgou nota nesta quinta-feira (10) atribuindo a morte da bebê "à vontade de Deus". Na declaração de óbito emitida pelo Instituto Médico Legal, o legista informa que a criança morreu por "broncoaspiração maciça por alimento na creche".
A Polícia Civil aguarda o envio do laudo pela Casa de Saúde para determinar se abre inquérito sobre o caso. Além disso, segundo apurou a EPTV, afiliada da TV Globo, o Ministério Público enviou um ofício à Prefeitura para questionar sobre o funcionamento da unidade, ainda que irregular.
"A primeira pergunta que se faz: por que Deus? Por que com esse anjinho? Por que com a nossa escola? Por que com nossa equipe? Certamente, pela vontade de DEUS!", destaca nota da escola.
Em seu comunicado oficial, a escola destaca que não se manifestou anteriormente "por respeito ao pai, à mãe, aos familiares e a sua equipe, todos atingidos por essa tragédia que vitimou e causou a passagem prematura da pequena Emanuelle."
"Não havendo palavras que possam confortar a dor imensurável, com a qual compartilhamos, senão pela fé em Deus, Nosso Senhor Jesus Cristo, quem certamente confortará a todos e dará o merecido descanso à sua alma e ao seu espírito ao lado do Pai Eterno", diz o texto enviado pela advogada da escola e assinado pela equipe Casinha do Saber.
Apurações
O caso de Emanuelle Maciel foi anexado ao inquérito em que o MP apura situação das escolas infantis da rede privada em Campinas. A promotoria da Infância e Juventude informou que pediu à administração municipal informações sobre o que será feito para regularizar a Casinha do Saber.
Na quarta-feira, a Secretaria de Urbanismo informou que a escola não tinha alvará para funcionar.
Além disso, o MP quer saber se a administração sabia do funcionamento da unidade, e pede para que no local seja realizada uma inspeção. O governo municipal tem dez dias para responder.
Em nota, a Casinha do Saber afirma que "está legalmente estabelecida e possui autorização/alvará para o exercício de suas atividades".
A unidade de ensino destaca "o equívoco noticiado ao fato da alteração de endereço, cujo procedimento administrativo encontra-se na fase final perante a municipalidade local, sendo certo que após o ocorrido e em razão dele, o local foi vistoriado por um fiscal, o qual atestou a regularidade e autorizou o prosseguimento de suas atividades, o que apesar do abalo causado a todos pela fatídica ocorrência, se esforça em manter".

Fonte: G1

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