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terça-feira, agosto 01, 2017

Temer se diz confiante de que Câmara rejeitará denúncia da PGR

O presidente Michel Temer, durante evento no Palácio do Planalto nesta terça (1º) (Foto: Alan Santos/PR)O presidente Michel Temer se disse nesta terça-feira (1º) confiante de que a Câmara dos Deputados rejeitará a denúncia oferecida contra ele pela Procuradoria Geral da República. Temer participou de evento no Palácio do Planalto e concedeu rápida entrevista à imprensa após a cerimônia.
Antes de iniciar o discurso, Temer citou 25 deputados presentes ao ato, de abertura de cursos de medicina, entre os quais Paulo Maluf (PP-SP) e o petista Zeca Dirceu (PT-PR), filho do ex-ministro José Dirceu.
Com base nas delações de executivos do grupo J&F, que controla a JBS, Temer foi denunciado ao Supremo Tribunal Federal pelo crime de corrupção passiva.
O STF só poderá analisar a denúncia, porém, se a Câmara autorizar. A votação está marcada para esta quarta (2).
Sobre a sessão desta quarta, Temer afirmou: "Quem tem que votar são os que querem destruir aquilo que a CCJ decidiu. A CCJ já decidiu que não há autorização. Agora, é o plenário."
Antes de ser analisada pelo plenário, a denúncia contra o presidente foi discutida pela Comissão de Constituição e Justiça da Câmara.
Na CCJ, o relatório do deputado Sergio Zveiter (PMDB-RJ), que recomendava o prosseguimento da denúncia, foi rejeitado. A comissão aprovou, no lugar, um outro parecer, de Paulo Abi-Ackel (PSDB-MG), que recomenda a rejeição da denúncia. É este parecer, lido nesta terça em plenário, que será votado nesta quarta.

Estratégias do governo
Com o objetivo de barrar a denúncia nesta quarta, Temer mandou os ministros licenciados do mandato de deputado federal retornarem à Câmara.
Dos 28 ministros, 12 são deputados e 11 retomarão o mandato. A única exceção será o titular da Defesa, Raul Jungmann, suplente na Câmara e envolvido com as operações de segurança no Rio de Janeiro.
Leia também: Conheça a 'tropa de choque' de Temer que tenta barrar a denúncia da PGR na Câmara
Além disso, em meio à articulação em busca de votos, a agenda de Temer para esta terça prevê audiências com 18 deputados.
As negociações têm girado em torno da oferta de cargos a aliados e liberação de emendas parlamentares. A estratégia foi usada quando a CCJ da Câmara analisou a denúncia.
O corpo-a-corpo do presidente também o levou, nesta quarta, a um almoço promovido pela Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), em Brasília. De acordo com a assessoria da frente, 52 deputados participaram do encontro.
Ministro do DEM
Presente ao mesmo evento que Temer, o ministro da Educação, Mendonça Filho, deputado licenciado do mandato, afirmou que "não tem nada de desespero" na estratégia do governo para barrar a denúncia.
Sobre o comportamento da bancada do partido dele, respondeu: "Não posso antecipar voto de quem quer que seja, cada parlamentar vai votar com a sua consciência. A posição majoritária do Democratas é no sentido de rejeitar a denúncia."

Oposição
Para prolongar o desgaste de Temer, e adiar a votação da denúncia, parlamentares da oposição se reuniram em Brasília nesta terça para definir as estratégias para a sessão.
Após a reunião, os líderes da oposição afirmaram que uma das estratégias será tentar empurrar a votação da denúncia contra o presidente para o período da noite.
Caso o rito seja mantido pela Câmara, os parlamentares da oposição só vão registrar presença massiva na sessão após os aliados de Temer conseguirem o quórum de 257 deputados em plenário.
Esse é o número mínimo necessário para análise de um pedido de encerramento de discussão, que abreviaria a sessão. Sem esse número, a base aliada não consegue encerrar as discussões e nem abrir a votação, que depende de um quórum de 342.

Fonte: G1

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