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segunda-feira, maio 22, 2017

Defesa faz perícia própria e desiste de suspender inquérito para investigar Temer


O advogado Gustavo Guedes, que integra a defesa de Michel Temer, disse nesta segunda-feira (22) que a defesa não vê mais necessidade de o plenário do Supremo Tribunal Federal julgar o pedido de suspensão do inquérito que investiga o presidente.
Segundo ele, a defesa contratou uma perícia própria que constatou 70 "pontos de obscuridade" na gravação da conversa entre Temer e Joesley Batista, na qual a Procuradoria Geral vê indício de cometimento, pelo presidente, de crimes de obstrução à Justiça, corrupção passiva e organização criminosa. Na conversa, o empresário faz relatos de crimes a Temer, sem que nenhuma providência tivesse sido tomada.
Guedes disse que, como a defesa tem segurança de o áudio é "imprestável", quer agora que o inquérito prossiga para "provar a inocência" do presidente.
Ele deu as declarações depois de ser recebido numa audiência de 15 minutos no gabinete do ministro Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato no Supremo.
"Nós contratamos uma perícia particular no final de semana. O Dr. (Antônio Cláudio) Mariz [dono do escritório de advocacia que defende Temer] contratou uma perícia em São Paulo. Nós nos sentimos atendidos com o pedido da perícia atendido e, portanto, vemos a desnecessidade de suspender (o inquérito). O presidente a partir do resultado dessa nossa perícia o presidente quer que essa situação seja esclarecida o mais rapidamente possível. (...) O presidente quer dar essa resposta ao país o mais rapidamente possível", disse Guedes.
Cármen Lúcia
Nesta segunda-feira (22), a presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, determinou que o julgamento do pedido de suspensão do inquérito aberto para investigar o presidente Michel Temer só seja realizado após a conclusão da perícia no áudio da conversa entre Temer e o dono da JBS, Joesley Batista.
No último sábado (20), Fachin decidiu levar a plenário o pedido de Temer para suspender o inquérito. O áudio, gravado por Joesley durante conversa com Temer no Palácio do Jaburu, em março, serviu de base para que Temer passasse à condição de investigado por suspeita de corrupção passiva, obstrução à Justiça e organização criminosa.

Inicialmente, a tendência era de que o julgamento ocorresse já nesta quarta-feira (24). Segundo Cármen Lúcia, foi o próprio ministro quem condicionou a inclusão do tema em pauta após "concluída e juntada aos autos a perícia".
De acordo com a presidente da Corte, o julgamento da suspensão do inquérito depende "do integral cumprimento" da perícia. Cármen Lúcia diz que levará o tema ao plenário assim que o relator, ministro Fachin, estiver habilitado a votar.
"A gravidade e a urgência da deliberação do tema pelo plenário conduzem-me a liberar a pauta. Quando o ministro relator avisar estar habilitado a levar a questão, o pedido será julgado em sessão que será comunicada previamente aos ministros deste tribunal", afirmou a presidente em decisão de 12h50, e que foi divulgada por volta das 15h.
Relembre o caso
A investigação teve início após Joesley Batista gravar um diálogo com Temer no qual, de acordo com a Procuradoria-Geral da República, o presidente dá "anuência" a uma mesada do empresário ao deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ. Segundo Joesley, o dinheiro seria para comprar o silêncio do peemedebista, preso em Curitiba pela Operação Lava Jato.
A polêmica sobre a veracidade da gravação teve início após publicação pelo jornal "Folha de S.Paulo" de reportagem que apontava indícios de que o áudio havia sido editado. A defesa da JBS negou que o áudio da conversa tenha sido adulterado.

Fonte: G1
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Esmeralda gigante de 360 kg é achada no norte da Bahia

Esmeralda foi achada por mineradora em Pindobaçu, norte da Bahia (Foto: Reprodução/ TV São Francisco)

Uma esmeralda gigante, que pesa 360 kg e tem 1,3 metros de altura, foi encontrada há 25 dias na Mina da Carnaíba, no município de Pindobaçu, norte do estado. A região é conhecida pela exploração do mineral. Esta é a segunda pedra de grande porte encontrada na região. A primeira, achada em 2001, tinha 20 kg a mais e foi avaliada em cerca de R$ 1 bilhão.
A pedra foi localizada a 200 metros de profundidade pela Cooperativa Mineral da Bahia, que tem autorização para explorar a área, e vendida a um minerador da região. Por motivos de segurança, o dono da pedra bruta não quis dar entrevista e nem informou quanto pagou pela esmeralda. O advogado dele, Márcio Jandir, disse que o cliente já providenciou documentação para legalizar a propriedade da pedra adquirida por ele.
"Nós já fizemos toda a emissão do certificado de origem, exigencia do DNPM [Departamento Nacional de Produção Mineral]. O documento já foi emitido. Hoje o proprietário da pedra está autorizado a transitar com ela em território nacional e, obviamente, ele almeja fazer exposições com a pedra e apresentar em museus e bibliotecas", disse o advogado.
A esmeralda Bahia, encontrada em 2001, foi levada para os Estados Unidos ilegalmente e, durante vários anos, foi motivo de uma disputa judicial entre o governo brasileiro e o americano. Até que, em 2015, foi decidido que a pedra ficaria nos Estados Unidos.

Esmeralda foi achada por mineradora em Pindobaçu, norte da Bahia (Foto: Reprodução/ TV São Francisco)
Esmeralda foi achada por mineradora em Pindobaçu, norte da Bahia (Foto: Reprodução/ TV São Francisco)

Ametistas em Sento Sé
A descoberta de uma jazida de ametistas na cidade de Sento Sé, também no norte da Bahia, tem atraído milhares de pessoas ao local, desde o final do mês de abril. A mina fica na Serra da Quixaba, a cerca de 54 km do centro do município, e não possui infraestrutura, mas isso não tem preocupado garimpeiros de todo o país, que lotaram os hotéis e pousadas do município para tentar achar ametistas no local. O valor do aluguel de imóveis passou de R$ 400 para R$ 1.500, em média.
Desde que a mina foi encontrada, no final do mês de abril, pelo menos oito mil pessoas passaram pela cidade. Para chegar à jazida, é preciso seguir por mais 50 km em uma estrada de terra de difícil acesso, e subir os três mil metros de altura até o topo da Serra da Quixada, onde está localizada a jazida.
Por enquanto, no garimpo tudo é improvisado, desde o espaço de mineração às negociações. O preço do quilo varia de R$ 500 a R$ 3 mil reais. A qualidade das pedras encontradas na região já chegou a surpreender quem trabalha no ramoa há mais de 20 anos, como Elson Pimentel, que lapida pedras na cidade.
No dia 18 de maio, uma equipe técnica do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) esteve no garimpo e iniciou o processo de legalização da mina. A extração das pedras está autorizada. No entanto, os garimpeiros interessados em explorar a jazida de ametistas terão que se cadastrar em uma cooperativa do município.

Fonte: G1
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Ação da JBS cai mais de 25%; Bovespa volta a recuar nesta segunda

Variação da Bovespa (Foto: G1 )

A Bovespa opera em queda nesta segunda-feira (22), com as ações da JBS se destacando entre as maiores perdas do dia, ainda repercutindo a crise política desencadeada pelas delações de dirigentes da JBS que atingiram o presidente da República, Michel Temer.
Às 16h40, o Ibovespa, principal indicador da bolsa, caía 1,78%, aos 61.688 pontos. Veja a cotação.
Perto do mesmo horário, as ações da JBS lideravam as perdas, caindo 25,03%. Até agora, a empresa já perdeu cerca de R$ 5,9 bilhões em valor de mercado no pregão desta segunda. Desde a eclosão da crise política envolvendo o governo Temer e a empresa, na noite de quarta-feira, a perda foi de R$ 8,1 bilhões. No ano, marcado ainda pela Operação Carne Fraca, a empresa acumula perda de R$ 13,2 bilhões. Os dados são da Economatica.
Segundo a BMF&Bovespa, até as 12h42 desta segunda, o papel da JBS já tinha ido a leilão 6 vezes, como determinam as regras da bolsa em casos de forte oscilação. Entre as normas que fazem com que um papel entre em leilão operacional está variação de mais de 10% em relação ao preço de abertura ou de 1,5% entre um negócio e outro, entre outras regras.
A agência de risco Moody's decidiu nesta segunda cortar o rating da empresa e de sua subsidiária nos Estados Unidos. A nota da JBS foi reduzida para 'Ba3' ante 'Ba2', enquanto a dívida garantida da JBS USA teve a nota cortada para 'Ba2' ante 'Ba1.
Antes disso, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) já havia aberto cinco processos administrativos contra a empresa na semana para investigar supostas irregularidades como o uso de informações privilegiadas em negociações de dólar futuro e ações.
A ação da JBS é a 20ª na lista das maiores participações do Ibovespa, com peso de 1,3% na composição do índice.
As ações da Petrobras também têm dia de baixa, de olho no cenário político, apesar da alta nos preços do petróleo. Perto do mesmo horário, a empresa perdia 0,69% nas ações ordinárias (que dão ao acionista direito a voto em assembleias da empresa) e 2,06% nas preferenciais (com preferência na distribuição de dividendos).
Os papéis preferenciais do Bradesco e do Itaú Unibanco, com peso importante na composição do Ibovespa (7,87% e 10,85%, respectivamente), também operavam no vermelho.
Na outra ponta, a BRF se destacava entre os maiores ganhos do dia, subindo mais de 7%. Também entre as altas, Vale subia, em dia de alta nos preços do minério na China.
Crise política
Nesta semana, o mercado aguarda decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) na quarta-feira (24) sobre o pedido de Temer para suspender o inquérito contra ele.
"Apesar da calmaria no relatório Focus, o mercado ainda anda apreensivo com o rumo do caso Temer", disse ao G1 o economista Alexandre Cabral. "Todos estão esperando o julgamento no plenário do STF do pedido de Temer para suspender o inquérito. Será uma semana de muita volatilidade no mercado financeiro."
No boletim Focus divulgado pelo Banco Central nesta segunda, a expectativa dos economistas para o dólar no fim do ano recuou de R$ 3,25 para R$ 3,23. As previsões para inflação baixaram de 3,93% para 3,92%. Já as estimativas para o Produto Interno Bruto (PIB) se mantiveram estáveis.
De olho nas reformas
Jason Vieira, economista chefe da Infinity Asset, diz que o mercado segue monitorando o rumo das reformas econômicas no Congresso em meio à crise política, especialmente a trabalhista e a da Previdência. "A volatilidade reflete o cenário de incertezas, a falta de um contexto que indique o que vai acontecer em termos de votação. Isso é mais importante que a manutenção ou não do presidente". Segundo Vieira, o mercado "vai andar mais ou menos no mesmo rumo" até que o Congresso indique o rumo da votação das reformas.
Nesta segunda, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, admitiu que a crise política pode atrasar a aprovação da reforma da Previdência, noticiou a colunista do G1 Thais Herédia. O atraso, segundo ele, seria de algumas semanas. Meirelles disse que está tratando pessoalmente com o Congresso para manter a agenda de reformas econômicas e que não vê um atraso de "meses".
A crise política gerada pelas delações dos empresários Joesley e Wesley Batista, donos da JBS, ameaça paralisar os trabalhos previstos para esta semana no Congresso Nacional, onde a oposição passou a liderar um movimento a favor do impeachment de Temer. Além disso, segundo o colunista do G1 Gerson Camarotti, os articuladores políticos do governo foram avisados que parte da base aliada quer a renúncia do presidente.
Tombo na semana passada
Na semana passada, a Bovespa caiu 8,2%, em semana de pânico nos mercados, repercutindo notícia publicada no jornal O Globo de que o dono da empresa JBS gravou o presidente da república, Michel Temer, dando aval para comprar silêncio do ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha. O Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou abertura de investigação contra Temer.
A Bovespa fechou em alta de 1,69% na sexta-feira (19), recuperando parte das perdas da véspera, quando a bolsa registrou sua maior queda diária desde 2008, caindo 8,8%.

Fonte: G1
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Loures diz que não sabia que mala tinha dinheiro da JBS e isenta Temer


Flagrado recebendo R$ 500 mil da JBS, o deputado afastado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) disse a aliados que não sabia que havia dinheiro na hora da entrega da mala por Joesley Batista, mas que desconfiou por conta do peso. Na versão de Rocha Loures, ele só soube que tinha dinheiro quando abriu a mala.

Aliados de Temer e advogados têm conversado com o deputado afastado do PMDB desde a divulgação da gravação na semana passada. A expectativa do Palácio do Planalto é de que Loures confirme a versão dada nos bastidores às autoridades no momento que for chamado a depor. Ainda não há confirmação de data para depoimento oficial. 

Nas conversas com auxiliares de Temer, Loures diz que o presidente da Republica não teve a ver com o recebimento da mala de dinheiro. 

O peemedebista, que foi assessor especial de Temer na Presidência, contou a interlocutores que estava se aproximando do dono da JBS, Joesley Batista, por interesse comercial – já que ele, além de deputado, é empresário do setor de alimentos.

E disse que, na época, pensou que não fazia sentido a entrega daquela forma, mas que agora ele entendeu por que Joesley "forçou". 

Peemedebistas dizem que o dono da JBS estava em busca de assessores de Temer para produzir provas contra o presidente.

Enquanto aguardam os desdobramentos, aliados do governo também afirmam temer que Loures queira fazer uma delação premiada pressionado pela família. Motivo: sua esposa está grávida de 8 meses, e ele admite que sua situação na Justiça é ruim.

Temer, ao comentar a possibilidade de Loures delatar, ressalta a assessores que se for delatar terá de "inventar" fatos envolvendo o presidente.

Fonte: G1
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Dono da JBS diz que pagou propina por investimentos de fundos de pensão

 Joesley Batista fechou acordo de delação premiada com Ministério Público Federal  (Foto: Reprodução)

Os investimentos dos fundos de pensão nos negócios do grupo J&F, dono do frigorífico JBS, envolveram o pagamento de propina para executivos dos fundos e para o Partido dos Trabalhadores, afirma o empresário Joesley Batista em seu depoimento ao Ministério Público Federal. Esses investimentos, que servem para financiar as empresas, são investigados pela Operação Greenfield.
Segundo Joesley, o esquema era similar ao desenhado para conseguir vantagens no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
“(Era uma) situação análoga, idêntica ao BNDES, com uma diferença apenas: nos fundos eu pagava propina também pro dirigente e também pro PT, pro tesoureiro. Tinha uma planilha que eu abria 1% pro dirigente, 1% pro presidente do fundo, 1% pro PT, que era administrado pelo Vaccari (João Vaccari, ex-tesoureiro do PT) e creditava a conta mãe, lá, a conta do Guido (Guido Mantega, ex-ministro da Fazenda).
Em outro depoimento, Joesley diz que mantinha duas contas no exterior para pagar propina referente a facilitações no BNDES. O empresário diz que apresentada extratos regulares da conta ao ministro Guido Mantega e diz que os recursos foram usados para doações de diversos partidos em 2014, a pedido de Mantega.
Os fundos de pensão são entidades que administram a aposentadoria complementar dos trabalhadores. Os maiores fundos do Brasil são vinculados a empresas estatais, como a Previ, dos funcionários do Banco do Brasil, a Petros, da Petrobras, e a Funcef, da Caixa Econômica.
Em seu depoimento, Joesley relata irregularidades envolvendo dirigentes do Petros e Funcef. Esses dois fundos investiram em 2009 na Florestal, empresa que foi incorporada à Eldorado posteriormente, fabricante de celulose dos irmãos Batista. Hoje eles são acionistas indiretos da Eldorado, por meio de um fundo de investimentos em participações, o FIP Florestal. Os dois fundos têm uma fatia equivalente a 8,53% cada um na companhia.
O aporte é investigado pela operaçao Greenfield, que afirma que a J&F teria superfaturado as contrapartidas feitas aos investimentos dos fundos de pensão. Isso teria provado prejuízos aos fundos.
BNDES aproximou JBS dos fundos
A aproximação da JBS com os fundos de pensão ocorreu por intermédio do BNDES, relata Joesley. O empresário procurou o banco para pedir recursos para financiar a aquisição de quatro empresas estrangeiras na Austrália e nos EUA. O então presidente do BNDES, Luciano Coutinho, teria sugerido que ele procurasse os fundos de pensão para entrar no negócio.
Na época, BNDES, Petros e Funcef criaram o fundo Prot para investir R$ 1 bilhão na JBS. Joesley disse não lembrar se houve irregularidades nessa operação, mas disse que as propinas começaram nos investimentos seguintes.
“O senhor me perguntou no anexo anterior se eu estava pagando propina pros dirigentes. Eu não tenho certeza. Pode ser que sim e pode ser que não. Andei procurando nos meus arquivos lá, mas eu não me recordo. Eu posso afirmar que o negócio começou do próximo negócio em diante. Porque do próximo negócio em diante eu estava sozinho com o presidente dos fundos. Não tinha o BNDES arrastando os fundos”, disse Joesley.
Aproximação com o PT
Segundo Joesley, o então presidente da Funcef, Guilherme Lacerda, teria recomendado ao empresário que se aproximasse dos sindicatos dos trabalhadores da Caixa, já que metade da diretoria do fundo de pensão é indicada pelo sindicato. O intermediário para negociar com os sindicatos era João Vaccari, ex-tesoureiro do PT, situação que seria condicionada a doações para o partido, relata o delator.
“O Vaccari acabou sendo a pessoa que tinha os contatos com o sindicato e que tinha influência nos fundos por causa da parte dos sindicalistas. E aí, Dr. Sérgio, o 1% que a gente pagava pro partido”, disse Joesley.
Ele disse que também pagava 1% para o ex-presidente da Funcef, Guilherme Lacerda, e para Wagner Pinheiro, ex-presidente do Petros. Pinheiro foi substituído no cargo por Luiz Carlos Afonso, que passou a receber os pagamentos.
Fusão da Eldorado com Florestal
Os fundos de pensão receberam propina para aprovar a fusão de duas empresas da JBS, a Eldorado e a Florestal Celulose, que tinha plantação de eucalipto, segundo o relato de Joesley.
A Eldorado, que é fabricante de celulose, tentava um financiamento com o BNDES para construir sua fábrica. A Florestal seria fornecedora de eucalipto para a empresa. O banco teria exigido a fusão das duas empresas para aprovar o financiamento.
A operação, no entanto, dependia do aval dos fundos, que eram acionistas minoritários da Florestal. “Aí foi onde eu fui obrigado a ir lá no fundo e dizer ‘ó, tem que fazer a fusão’. Aí pra fusão eu também paguei propina”, disse Joesley.
Outro lado
O G1 tentou contato com os advogados de Guido Mantega e João Vaccari e com o Partido dos Trabalhadores, mas não conseguiu falar com um porta-voz. A Funcef não retornou os contatos da reportagem.
O G1 não localizou Wagner Pinheiro e Luis Carlos Afonso, ex-presidentes do fundo Petros.
O advogado de Guilherme Lacerda, ex-dirigente da Funcef, afirmou, em nota, que seu cliente não foi beneficiário do esquema de propinas. Ele cita que a investigação feita pela Polícia Federal na Operação Greenfield concluiu que não houve variação patrimonial de Lacerda.
"Em referência à delação de Joesley Batista, do Grupo JBS, informamos que o ex-dirigente da Fundação dos Economiários Federais (Funcef), Guilherme Lacerda, não foi beneficiário do suposto sistema de propinas descrito pelo empresário. Como prova, tem-se a extensa investigação conduzida pela Polícia Federal no curso da Operação Greenfield, comandada pelo próprio Ministério Público Federal, que concluiu não ter havido variação patrimonial irregular do ex-dirigente. Ele está tranquilo sobre a correção de sua gestão na Funcef", diz a nota.
Em nota, a Petros afirmou que foi surpreendida com as informações reveladas pela delação em relação a possíveis vantagens pessoais de antigos dirigentes como contrapartida de direcionamento de investimentos da fundação. O fundo afirmou também que está investigando internamente os investimentos decididos durante a gestão dos dirigentes mencionados e que a atual gestão está reforçando a governança e a transparência.
Veja abaixo a íntegra da nota da Petros:
"Em linha com a política de transparência da Diretoria Executiva e em respeito aos participantes, a Petros vem a público esclarecer os seguintes pontos em relação às últimas notícias envolvendo a Fundação:
1. Fomos surpreendidos com as informações reveladas pela delação em relação a possíveis vantagens pessoais de antigos dirigentes, como contrapartida de direcionamento de investimentos da Fundação.
2. De pronto, repudiamos qualquer utilização de posição na Petros para obtenção de vantagens pessoais.
3. A partir dessa notícia, e mesmo antes de qualquer comprovação que possa ser obtida no curso da investigação realizada pelas autoridades competentes, as Comissões Internas de Apuração em andamento e aquelas programadas pela administração da Petros darão maior foco aos investimentos decididos durante a gestão dos dirigentes mencionados.
4. Os resultados das apurações internas continuarão sendo imediatamente encaminhados às autoridades competentes, seguindo o procedimento de colaboração que foi tomado pela Administração da Petros desde o início das investigações sobre investimentos dos fundos de pensão.
5. Esse procedimento não elimina a possibilidade de processos de responsabilização de dirigentes, no intuito de buscar ressarcimento e de defender a imagem da instituição. Essa iniciativa já está em andamento, em fase de aprofundamento das discussões de linhas de atuação com nossos advogados internos e externos.
6. Lamentamos que mais uma vez a Fundação esteja negativamente exposta no noticiário, por fatos supostamente ocorridos no passado. A atual direção da Petros, com a colaboração de seus dedicados funcionários, tem envidado todos os esforços para reforçar a governança, aumentar a transparência, aperfeiçoar a gestão administrativa e previdenciária e recuperar a rentabilidade dos ativos dos respectivos planos.
Os participantes e assistidos, verdadeiros donos dos recursos dos planos geridos pela Petros, podem contar com o compromisso de que a atual gestão da entidade tomará, de forma responsável e cuidadosa, todas as providências no sentido de buscar o ressarcimento de eventuais recursos desviados ou indevidamente utilizados, bem como de manter a reputação da instituição."

Fonte: G1
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'Renunciar seria admissão de culpa. Se quiserem, me derrubem', diz Temer a jornal

O presidente Michel Temer durante pronunciamento no Palácio do Planalto, em Brasília (Foto: Evaristo Sá/AFP)

O presidente Michel Temer disse que seria "admissão de culpa" renunciar ao mandato. "Se quiserem, me derrubem", afirmou o pemedebista em entrevista ao jornal "Folha de S.Paulo" publicada nesta segunda-feira (22).
“Agora, mantenho a serenidade, especialmente na medida em que eu disse: eu não vou renunciar. Se quiserem, me derrubem, porque, se eu renuncio, é uma declaração de culpa”, afirmou.
Alvo de um inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF) por suspeita de suspeita de corrupção passiva, obstrução à Justiça e organização criminosa, Temer enfrenta a maior crise política de seu mandato. Neste fim de semana, a Ordem dos Advogados do Brasil decidiu apresentar pedido de impeachment ao Congresso, onde a oposição já lidera um movimento pela saída do presidente. Além disso, informou o colunista do G1 Gerson Camarotti, os articuladores políticos do governo foram avisados que parte da base aliada quer a renúncia do pemedebista.
O inquérito contra Temer tem como base as delações dos donos da JBS, Joesley e Wesley Batista. Joesley gravou uma conversa com o presidente numa reunião em 7 de março na residência oficia do Palácio do Jaburu. Segundo o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, a conversa indica "anuência" de Temer ao pagamento de propina mensal, por Joesley, para comprar o silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), preso em Curitiba pela Operação Lava Jato.
O presidente afirmou que a regra que ele próprio estabeleceu, de afastar ministro que virar réu, não vale para ele. “Não, porque eu sou chefe do Executivo. Os ministros são agentes do Executivo, de modo que a linha de corte que eu estabeleci para os ministros não será a linha de corte para o presidente”.
Conversa foi induzida
Temer afirmou que "num primeiro momento" não sabia que Joesley Batista era investigado, embora a JBS tenha sido alvo de três operações recentes do Ministério Público Federal e da Polícia Federal – a Cui Bono?, a Sespis e a Greenfield.

Para Temer, a gravação de Joesley foi uma tentativa de induzir uma conversa. “Tenho demonstrado com relativo sucesso que o que o empresário fez foi induzir uma conversa. Insistem sempre no ponto que avalizei um pagamento para o ex-deputado Eduardo Cunha, quando não querem tomar como resposta o que dei a uma frase dele em que ele dizia: ‘olhe, tenho mantido boa relação com o Cunha’. [Eu disse] ‘mantenha isso’”, disse referindo-se a parte da ‘boa relação’.
O presidente negou que tenha prevaricado [deixado de agir] ao ouvir um empresário dentro de casa relatando crimes – no encontro, Joesley disse que vinha usando juízes e um procurador da República em seu benefício.
“Eu ouço muita gente, e muita gente me diz as maiores bobagens que eu não levo em conta. Muita gente me diz as maiores bobagens que eu não levo em conta. Ele foi levando a conversa para um ponto, as minhas respostas eram monossilábicas”.
Temer afirmou que aceitou receber Joesley porque achou que ele falaria sobre a Operação Carne Fraca, que investigava irregularidades em frigoríficos. No entanto, a operação só foi deflagrada dez dias depois do encontro, em 17 de março. "Quando tentou muitas vezes falar comigo, achei que fosse por quetsão da [Operação] Carne Fraca", disse.
Sobre o fato de a reunião ter ocorrido fora da agenda oficial, à noite, o presidente afirmou ser tratar um hábito que não é ilegal. “Não é ilegal porque não é da minha postura ao longo do tempo. Talvez eu tenha de tomar mais cuidado. Bastava ter um detector de metal para saber se ele tinha alguma coisa ou não, e não me gravaria."
Perguntado sobre qual era sua culpa no caso, Temer respondeu ser a "ingenuidade". "Fui ingênuo ao receber uma pessoa naquele momento."

Montagem
Temer foi questionado sobre seu assessor, Rodrigo Rocha Loures, que foi filmado com uma mala com R$ 500 mil entregue por um executivo da JBS. No encontro no Alvorada, dias antes, Temer havia dito que Joesley podia tratar de "tudo" com Rocha Loures.
O presidente indica que houve uma montagem desses fatos.
"Vou esclarecer direitinho. Primeiro, tudo foi montado. Ele [Joesley] teve treinamento de 15 dias [para fazer a delação], vocês que deram [refere-se à Folha], para gravar, fazer a delação, como encaminhar a conversa", disse Temer. "O que [Joesley] fez? A primeira coisa, orientaram ou ele tomou a deliberação 'Grave alguém graúdo'. Depois, como foi mencionado o nome do Rodrigo, certamente disseram: 'Vá atrás do Rodrigo'. E aí o Rodrigo certamente foi induzido, foi seduzido por ofertas milaborantes e irreais".
Temer admitiu que Rocha Loures "errou, evidentemente" e que receber R$ 500 mil não é um gesto "aprovável", mas disse não se sentir traído, e considerou o o assesso como alguém "de muito boa índole". O presidente argumentou que ao dizer "tudo", se referia a matérias administrativas, e ressalta que os problemas da JBS no BNDES e no Cade que supostamente seriam resolvidos por intermédio de Rocha Loures, não o foram.
Temer desviou do assunto quando perguntado sobre áudios de executivos dizendo que ele pediu caixa 2 em 2010, 2012 e 2016.
Perda de apoio
O presidente falou sobre a perda de apoio. Na quinta-feira (18), o ministro da Cultura, Roberto Freire (PPS) deixou o cargo. No sábado, o PSB decidiu deixar a base governista e pedir a renúncia de Temer – o ministro das Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, do partido, permanece no cargo.
“O PSB eu não perdi agora, foi antes, em razão da Previdência. No PPS, o Roberto Freire veio me explicar que tinha dificuldades. Eu agradeci, mas o Raul Jungmann, que é do PPS, está conosco”, argumentou Temer. Já o PSDB – prinicipal partido da base aliada – vai manter a fidelidade até "31/12 de 2018", disse Temer.
O presidente afirmou que a crise não afetará o plano do governo em aprovar reformas. “Eu vou revelar força política precisamente ao longo dessas próximas semanas com a votação de matérias importantes. Tenho absoluta convicção de que consigo. É que criou-se um clima que vai ser um desastre, de que o Temer está perdido. Eu não estou perdido”.
Temer disse acreditar que o caso não irá afetar o julgamento da chapa Dilma-Temer no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que pode resultar na cassação do mandato do presidente. “Acho que não. Os ministros se pautam não pelo que acontece na política, mas pelo que passa na vida jurídica”.
Por fim, o presidente se declarou surpreso pela decisão da OAB de pedir o impeachment.
“Lamento pelos colegas advogados. Eu já fui muito saudado, recebi homenagens da OAB. Tem uma certa surpresa minha, porque eles que me deram espada de ouro, aqueles títulos fundamentais da ordem, agora se comportam dessa maneira. Mas reconheço que é legítimo.”

Fonte: G1
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Advogado diz que Chapecoense foi induzida ao erro no caso Luiz Otávio

Luiz Otávio Chapecoense x Atlético Nacional (Foto: Buda Mendes/Getty Images)

A Chapecoense vai protocolar sua defesa no caso Luiz Otávio nesta segunda-feira – o clube é acusado de ter escalado irregularmente o zagueiro no duelo contra o Lanús, na última quarta-feira, pela Taça Libertadores. Em entrevista ao “Redação SporTV”, o advogado Mário Bittencourt, que auxilia a Chape no processo, disse que o time catarinense se baseia em o que considera um erro de comunicação da Conmebol para pleitear sua inocência.  
Bittencourt destacou que o julgamento na Conmebol é diferente do que ocorre no Brasil. Segundo ele, em solo brasileiro, o clube é intimado pelo órgão disciplinar, e o advogado da equipe comparece presencialmente ao julgamento e já deixa o time ciente do resultado. No entanto, segundo o advogado, a decisão de suspender Luiz Otávio por três jogos depois da Recopa não chegou ao conhecimento da Chapecoense.  
- Estamos indo para uma linha de defesa de que a Chapecoense foi induzida ao erro por alguns equívocos cometidos pela Conmebol. Estou fazendo essa defesa em conjunto com o doutor Marcelo Amorety, que é o advogado fixo da Chapecoense. Ele fez uma consulta na véspera do jogo da Recopa, quando a Conmebol informou que o atleta deveria cumprir a suspensão automática na Recopa e não na Libertadores. Nesse mesmo dia em que houve esse contato direto no e-mail do advogado, eles alegam que enviaram também o resultado do julgamento que puniu o atleta com três jogos, mas mandaram para outro e-mail – disse. 
Bittencourt declarou encarar como inusitado o comportamento do delegado da Conmebol no duelo contra a Lanús, na Argentina, pela 5ª rodada do Grupo 6 da Libertadores. Luiz Otávio, que estaria suspenso de acordo com recomendação da Conmebol, marcou de cabeça nos minutos finais e garantiu o triunfo por 2 a 1. 
- A Chapecoense não acusou o recebimento desse e-mail como acusou o da suspensão automática. Na hora do jogo, praticamente no vestiário, sete dias depois do que supostamente haviam informado, o delegado do jogo apresenta em seu telefone celular o resultado de que o jogador estava fora. Só o fato do delegado mostrar na hora do jogo mostra que a Conmebol sequer sabia que tinha enviado, que tinha certeza desse envio. A Chapecoense pede para trocar o jogador, e o delegado não autoriza, o que deixa a Chape ainda mais em dúvida sobre se havia recebido essa punição ou não. Então colocou esse jogador em campo e entende que não estava irregular porque não foi intimada dessa decisão. 
A Chapecoense não terá possibilidade de realizar sua defesa de maneira oral, com a presença das partes. O critério utilizado pela entidade que comanda o futebol sul-americano é todo baseado em cima da defesa escrita protocolada. No entanto, o clube esperar conseguir realizar uma audiência presencial para apresentar seus argumentos. 

Fonte: Sport TV
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Trump inicia visita a Israel e fala em 'oportunidade rara' para promover a paz na região

Donald Trump coloca um bilhete entre rochas do Muro das Lamentações, local de orações do Judaísmo, em Jerusalém, Israel (Foto: Jonathan Ernst/Reuters)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, iniciou na manhã desta segunda-feira (22) uma visita a Israel, na segunda etapa da sua primeira viagem internacional. Ele convidou israelenses e palestinos a trabalhar juntos e disse ver "oportunidade rara" para promover a paz na região. A viagem do chefe de estado americano começou com uma visita à Arábia Saudita, rival histórico do Irã no Oriente Médio.
"Temos diante de nós uma rara oportunidade de trazer segurança, estabilidade e paz a esta região. Mas só poderemos chegar lá trabalhando juntos. Não há outro caminho. Eu vim a esta terra sagrada e antiga para reafirmar o vínculo inquebrável entre Estados Unidos e o Estado de Israel", declarou Trump, logo após desembarcar no aeroporto internacional Ben Gurion. O Air Force One aterrisou em Tel Aviv por volta das 12h30 no horário local (6h30, de Brasília).
A administração Trump, que pretende reativar um processo de paz estagnado entre israelenses e palestinos, pede que as duas partes adotem medidas para ajudar a restaurar um clima de confiança que favoreça o reinício do diálogo entre os dois lados, segundo a France Presse.

Críticas ao Irã
Trump participou de um encontro com o presidente israelense, Rueben Rivlin, em Jerusalém. Após a reunião, ele acusou o Irã de dar apoio aos "terroristas" e insistiu que Teerã nunca deve ter autorização para possuir armas nucleares, de acordo com a France Presse. "Estados Unidos e Israel podem afirmar com uma única voz que o Irã nunca deve ser autorizado a possuir uma arma nuclear - nunca, jamais - e que deve cessar o financiamento, o treinamento e o equipamento mortais de terroristas e milícias", declarou.

Visita histórica ao Muro das Lamentações
Trump se tornou o primeiro presidente americano em exercício a visitar o Muro dos Lamentações, local de oração sagrado para os judeus. Ao lado da mulher, ele também visitou a igreja do Santo Sepulcro, local santo católico, na Jerusalém antiga.
Nesta tarde, está prevista ainda uma reunião com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu. Posteriormente, a agenda de Trump prevê também um encontro com o presidente da Autoridade Palestina, Mahmud Abbas.

Presidente dos EUA, Donald Trump, e a primeira-dama, Melania, foram recebidos no aeroporto de Tel Aviv pelo presidente israelense, Rueben Rivlin, e a mulher, Nechama, (à esquerda) e pelo premiê israelense, Benjamin Netanyahu, e a mulher Sarah (à direita) (Foto: Oded Balilty/ AP)
Presidente dos EUA, Donald Trump, e a primeira-dama, Melania, foram recebidos no aeroporto de Tel Aviv pelo presidente israelense, Rueben Rivlin, e a mulher, Nechama, (à esquerda) e pelo premiê israelense, Benjamin Netanyahu, e a mulher Sarah (à direita) (Foto: Oded Balilty/ AP)

Hamas critica Trump
O movimento islâmico palestino Hamas criticou as declarações do presidente americano, consideradas um ataque contra a "resistência" palestina, de acordo com a France Presse.
Para o porta-voz do Hamas na Faixa de Gaza, território governado pelo movimento islâmico desde 2007, elas "pretendem manchar a reputação da resistência palestina".
"O verdadeiro tributo pago ao Estado Islâmico (...), à Al-Qaeda, ao Hezbollah, ao Hamas e a tantos outros não se calcula em número de mortos, se calcula também em gerações de sonhos quebrados", afirmou Trump, no domingo (21) durante visita à Arábia Saudita.
Mushir Al Masri, alto dirigente do Hamas, acusou Trump de alinhamento com as políticas de Israel.

O presidente Donald Trump discursa após desembarcar no Aeroporto Internacional Ben Gurion, perto de Tel Aviv, Israel (Foto: Jack Guez/AFP)
O presidente Donald Trump discursa após desembarcar no Aeroporto Internacional Ben Gurion, perto de Tel Aviv, Israel (Foto: Jack Guez/AFP)

Greve de fome
Os palestinos da Cisjordânia ocupada fizeram uma greve geral nesta segunda em apoio a uma centena de prisioneiros palestinos em greve de fome em prisões israelenses. Há 36 dias os detentos iniciaram a greve de fome exigindo melhores condições carcerárias, segundo a France Presse.
Em Ramallah, sede da Autoridade Palestina, todas as empresas estavam fechadas e as ruas vazias. O transporte público estava paralisado. Diante dos campos de refugiados próximos de Ramallah as vias de acesso foram bloqueadas com latas de lixo e carros.
Em Hebron, no sul, as empresas, escolas e edifícios públicos estavam fechados, ainda de acordo com a France Presse.

Novas medidas israelenses
O governo de Israel aprovou no domingo (21) à noite uma série de medidas que pretendem facilitar a vida dos palestinos e favorecer sua economia, a pedido do presidente americano, ainda de acordo com a France Presse.
Entre as medidas aprovadas, Israel prolongou gradualmente o horário de abertura da passagem de fronteira de Allenby Bridge (ou ponte do rei Hussein), um ponto importante para os palestinos entre Cisjordânia e Jordânia, com o objetivo, a longo prazo, de deixar o local aberto 24 horas os sete dias da semana, informou a AFP, citando uma fonte que não quis se identificar. O governo israelense controla todos os acessos da Cisjordânia, território palestino ocupado há 50 anos.

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e primeira-dama, Melania Trump, chegam a Israel na manhã desta segunda-feira (22)  (Foto: Amir Cohen/ Reuters )
Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e primeira-dama, Melania Trump, chegam a Israel na manhã desta segunda-feira (22) (Foto: Amir Cohen/ Reuters )

Cooperação militar com Riad
Ao longo do final de semana, o líder norte-americano foi recebido calorosamente por líderes árabes, que se concentraram em seu desejo de reprimir a influência do Irã na região, um compromisso que não encontraram em seu antecessor, o presidente democrata Barack Obama, segundo a Reuters.
A recepção marcou um contraste com suas dificuldades em casa, onde Trump passa apertos para conter um escândalo crescente desde que demitiu o então diretor do FBI, James Comey, quase duas semanas atrás.
Em meio à visita de Trump a Arábia Saudita, o governo americano anunciou acordos de cooperação militar com os sauditas avaliados em US$ 110 bilhões.
Este pacote de equipamentos e serviços de defesa "apoia a segurança a longo prazo da Arábia Saudita na região frente às ameaças dos iranianos, enquanto reforça a habilidade do reino em contribuir para as operações antiterroristas em toda a região, reduzindo o peso sobre os EUA".
Segundo a rede CNN, o acordo fará chegar na Arábia Saudita navios, aviões e bombas fabricados pelos Estados Unidos. A administração Trump lançou o acordo como uma renovação do compromisso dos EUA com a região, embora muitas das vendas incluídas nele tenham sido aprovadas ainda pela administração Obama.

Fonte: G1
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Polícia indonésia prende mais de 100 participantes de suposta festa gay

Homens foram presos em uma sauna gay em Jacarta, na Indonésia, nesta segunda-feira (22)   (Foto: Tatan Syuflana/ AP)

A polícia da Indonésia prendeu 141 homens que supostamente participavam em uma festa gay em uma sauna, anunciaram as autoridades. Essa é a mais recente operação de repressão contra os homossexuais no país muçulmano de maior população do mundo.
As autoridades compareceram na tarde de domingo (21) ao edifício Atlantis da capital Jacarta, que tem uma sauna e um ginásio.
"Nossos agentes realizaram uma investigação sigilosa e executaram uma operação no local no domingo", informou à AFP o detetive Nasriadi, que como muitos indonésios é identificado com apenas um nome.
A homossexualidade não é ilegal na Indonésia, com exceção da província conservadora de Aceh.
Nasriadi afirmou que 10 pessoas detidas podem ser acusadas com base na dura legislação contra a pornografia.
Entre estes detidos estão os supostos organizadores do evento e também homens que supostamente trabalhavam com a prostituição ou eram strippers.
As acusações podem ser punidas com até 10 anos de prisão. Os outros detidos ainda estão sendo interrogados pela polícia.
A Indonésia registra uma crescente intolerância com a comunidade LGBT, que desde o ano passado é alvo de ataques verbais de ministros, religiosos conservadores e grupo islâmicos influentes na sociedade.

Fonte: G1
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Nota de esclarecimentos aos leitores do blog Cidade News Itaú


Na quinta-feira, 18 de maio de 2017, às 05:15, publicamos a matéria com o título: "Suspeito de matar a própria mãe no Dia das Mães é preso em SC" e nesta segunda-feira (22) fomos contatado pelo comunicador Chico Filho da Rádio Minha Vida FM de Martins,  informando que cometemos um equívoco ao publicar sua imagem nesta matéria, causando preocupação, posteriormente poderíamos provocar prejuízos ao mesmo, desde então, pedimos nossas desculpas ao comunicador e companheiro de radiodifusão pelo mal entendido. Posteriormente aos nossos leitores que reconheceram o apresentador e o informou sobre o conteúdo da matéria, também preocupado com situação.

Agradecemos ao amigo Chico Filho que entrou em contato conosco e esclarecemos o mal entendido, e AFIRMAMOS que o mesmo, não tem nenhuma relação com o ocorrido, visto que, o fato aconteceu no Estado de Santa Catarina.

Desde Já agradecemos a compreensão de todos, pela credibilidade que nos é dedicada.

Atenciosamente: Arlindo Maia da Redação do Cidade News
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Justiça arquiva processo movido por Gilmar Mendes contra Monica Iozzi

Monica Iozzi e Gilmar Mendes (Foto: Ramon Vasconcelos/Globo e Carlos Humberto/SCO/STF)

A Justiça do Distrito Federal determinou na última sexta-feira (19) o arquivamento do processo por danos morais movido pelo ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), contra a atriz Monica Iozzi. Na prática, o arquivamento representa a conclusão do processo, em que a artista já foi condenada a pagar R$ 30 mil de indenização. Não cabe mais recurso.
Ao G1, o advogado da atriz, Thiago Ladeira, disse que providenciou o pagamento da indenização, que ele estima cair entre 15 e 30 dias. "O pedido [dos advogados de Gilmar Mendes] era de R$ 100 mil, e acabamos conseguindo uma redução substancial. No mérito, a gente deixou bem claro que não existia qualquer dano. Mas o juiz entendeu que houve dano e quantificou o valor."
"Então para encerrar essa questão, a gente decidiu internamente acatar a decisão e não seguir em frente com este processo. A gente optou pelo pagamento e por encerrar a pendência", continuou o advogado de Monica. A defesa de Gilmar Mendes não quis se manifestar sobre o caso.
Fora o montante da indenização, Monica Iozzi também terá de arcar com as custas da ação, ou seja, os gastos com todo o trâmite judicial. Esse valor soma R$ 30,25.
A sentença contra a atriz partiu da 4ª Vara Cível de Brasília. Na ocasião, o juiz Giordano Resende Costa entendeu que Monica feriu a honra e a imagem do ministro do STF em um post na internet.
Para o magistrado, a artista "extrapolou os limites de seu direito de expressão" quando criticou a decisão de conceder habeas corpus ao ex-médico Roger Abdelmassih, acusado de crimes de estupro e manipulação genética irregular.
Em outubro do ano passado, o gabinete de Mendes havia informado ao G1 que iria doar o valor recebido para uma creche de Brasília. Segundo a equipe de Mendes, ele tem a prática de doar a instituições de caridade os montantes que recebe em ações de difamação.
Entenda
Segundo a ação, o ministro reclama de uma foto dele publicada no Instagram de Monica com o questionamento “cúmplice?”, acompanhada da legenda “Gilmar Mendes concedeu Habeas Corpus para Roger Abdelmassih, depois de sua condenação a 278 anos de prisão por 58 estupros”.
Para o juiz do caso, Monica “abusa do seu direito de liberdade de expressão”, por imputar ao ministro a cumplicidade do crime de estupro, “tornando questionável o seu caráter e imparcialidade na condição de julgador”.
“Isto porque a requerida é uma pessoa pública, que trabalha com comunicação, mídias e programas de auditório, reconhecidos por alcançarem altos índices de audiência. O que a requerida pensa e fala é repercutido em alta escala”, entendeu o juiz.
“O fato de a requerida não ter sido a 'criadora' da imagem publicada e, apenas, uma das várias pessoas que a reproduziram não é suficiente para afastar a caracterização da conduta ilícita”, continua o magistrado. O caso corre na Justiça do DF desde 6 de junho do ano passado. A condenação ocorreu em 21 de setembro.

Fonte: G1
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STF indaga se Mendes quer se manifestar sobre impedimento no caso Eike

O ministro Gilmar Mendes não tem prazo para responder ao ofício da presidente do STF (Foto: Agência Brasil)

A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, enviou ofício ao ministro Gilmar Mendes abrindo espaço para o colega de Corte se manifestar, caso tenha interesse, em relação ao pedido de impedimento proposto pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, na ação envolvendo o empresário Eike Batista. Não há prazo para o ministro do STF responder.
No início do mês, Janot entrou com ação para que Gilmar Mendes seja impedido de atuar no caso de Eike, acusado de corrupção e lavagem de dinheiro em um desdobramento da Lava Jato. Relator do processo na Suprema Corte, Gilmar mandou soltar o empresário no final de abril.
O chefe do Ministério Público questionou a isenção e a imparcialidade do ministro do Supremo Gilmar Mendes e afirmou que Gilmar Mendes não poderia ter atuado na análise do habeas corpus apresentado pela defesa de Eike. O argumento utilizado por Janot é de que a mulher do ministro, Guiomar Mendes, trabalha no escritório de advocacia de Sérgio Bermudes, que advoga para para o empresário.
Além disso, o procurador-geral disse que o próprio Gilmar, em decisão anterior, já admitiu possibilidades de impedimentos, por analogias ou interpretações. Janot destacou ainda que, segundo o Código de Processo Civil, o juiz está impedido de julgar quando uma das partes é cliente de escritório de advocacia de seu cônjuge ou de parente de até terceiro grau.
Suspeito de pagar propina ao ex-governador Sérgio Cabral em troca de contratos com o governo do Rio, Eike estava preso desdee janeiro na capital fluminense pela Operação Eficiência.
Eike teve a prisão preventiva decretada após dois doleiros afirmarem que ele pagou US$ 16,5 milhões a Cabral – equivalentes a R$ 52 milhões – em propina.
Na ação que pede o impedimento de Gilmar Mendes, o procurador-geral da República também solicitou que o plenário do STF revogue a ordem de soltura do empresário.
Janot ressaltou ao Supremo que a medida se faz necessáia para concretizar "o princípio da imparcialidade", segundo ele, consagrado em convenções internacionais de direitos humanos, das quais o Brasil é signatário.

Fonte: G1
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Prova de concurso da PM-PI é anulada após vazamento de questões e prisão de candidatos

Segurança decide anular etapa de concurso da PM-PI após fraude (Foto: Catarina Costa/G1 PI)

O Núcleo de Concursos e Promoção de Eventos (Nucepe) decidiu anular a prova objetiva para o concurso da Polícia Militar do Piauí após a prisão de 12 candidatos suspeitos de tentativa de fraude. A decisão foi tomada no final da manhã desta segunda-feira (22) depois de uma reunião com a Secretaria de Segurança e Comando Geral da PM. Segundo o presidente do Nucepe, Pedro Júnior, há fortes indícios de que questões da prova de português vazaram.
O comandante da Polícia Militar, Carlos Augusto, informou que a nova prova deve ser aplicada no prazo de 30 dias. O comando vai se reunir com a Nucepe para definir a data e a intenção é manter as demais etapas e edital inalterados. Para a reaplicação das provas não serão reabertas as inscrições do concurso e os candidatos inscritos são mantidos, com exceção dos suspeitos de fraude que foram eliminados do certame.
"Vamos fazer uma força tarefa com o Nucepe para elaborar a prova. Novas medidas de segurança serão adotadas, inclusive internas, para evitar novas fraudes. O importante aqui é para os demais candidatos que se prepararam e também tiveram prejuízos, mas prejuízo maior seria continuar com algo que teve suspeita de fraude logo no início. Vamos repetir as provas quantas vezes forem necessárias", enfatizou Carlos Augusto.

Das 12 pessoas presas, duas pagaram fiança e já foram liberadas. Os candidatos em liberdade foram os flagrados com as questões da provas e agora serão investigados pela Polícia Civil. Confirmadas as suspeitas, os envolvidos no esquema responderão por fraude ao certame de interesse público.
O Grupo de Repressão ao Crime Organizado (Greco) apreendeu colas e informações de trechos da prova de português com dois candidatos. "Durante a operação constatamos dois tipo de fraude: um que compromete a lisura do concurso, quando dois candidatos foram flagrados com cinco questões da prova de português, e outro que não compromete, mas vai contra o edital que foi candidatos com celulares e outros com gabaritos que não foram comprovados como oficiais", informou o delegado Kleydson Ferreira.
Ainda de acordo com o delegado, os aparelhos apreendidos são produzidos a partir de um material que não consegue ser identificado ao passar pelo detector de metais. Diante disso, a Secretaria de Segurança deve reforçar os mecanismos para impedir que esses dispositivos entrem nos locais de prova.
O delegado Willame Moraes, coordenador do Greco, frisou que as investigações continuam e detalhes sobre os investigados não serão revelados para não atrapalhar a ação policial.
As provas foram aplicadas nesse domingo (22) em Teresina. Um total de 32.010 candidatos se inscreveram para concorrer às 480 vagas ofertadas pela PM-PI. “A anulação dessa etapa acontece também para preservar a imagem do Nucepe e mantemos a postura de afirmar que não tem ninguém do Núcleo envolvido na tentativa de fraude”, falou o presidente do Nucepe, Pedro Soares.

Fonte: G1
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Rouhani rebate críticas de Trump e diz que programa de mísseis do Irã vai continuar

 Presidente do Irã, Hassan Rouhani, fala durante coletiva de imprensa nesta segunda-feira (22)  (Foto: ATTA KENARE / AFP)

O presidente do Irã, Hassan Rouhani, disse nesta segunda-feira (22) que Teerã irá continuar com seu programa de mísseis balísticos, noticiou a televisão estatal, adotando um tom desafiador após as fortes críticas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
"A nação iraniana decidiu ser poderosa. Nossos mísseis são para a paz e para a defesa... as autoridades americanas deveriam saber que, quando precisarmos testar um míssil tecnicamente, nós o faremos e não iremos esperar sua permissão", disse Rouhani em uma coletiva de imprensa transmitida ao vivo pela TV estatal.
Rouhani também criticou a Arábia Saudita, arqui-inimiga do Irã, exortando Riad a permitir que seu povo decida o destino do país através de eleições livres.
Críticas ao Irã
Em visita a Israel, Trump participou de um encontro com o presidente israelense, Rueben Rivlin, em Jerusalém. Após a reunião, ele acusou o Irã de dar apoio aos "terroristas" e insistiu que Teerã nunca deve ter autorização para possuir armas nucleares.
"Estados Unidos e Israel podem afirmar com uma única voz que o Irã nunca deve ser autorizado a possuir uma arma nuclear - nunca, jamais - e que deve cessar o financiamento, o treinamento e o equipamento mortais de terroristas e milícias", declarou.

Fonte: G1
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Morte de 2 alpinistas eleva a 6 o saldo de vítimas no Everest no último mês

Corpo do nepalês Min Bahadur Sherchan, que morreu no início do mês ao tentar escalar o monte Everest, é levado para hospital no dia 7 de maio  (Foto: REUTERS/Navesh Chitrakar)

Mais dois alpinistas morreram no monte Everest, elevando para seis o saldo de vítimas fatais na montanha mais alta do mundo no último mês e aumentando os temores dos alpinistas com a segurança, disseram autoridades nesta segunda-feira (22).
Um australiano de 54 anos, Francesco Enrico Marchetti, morreu do lado tibetano do Everest, e Vladimir Strba, um eslovaco de 48 anos, faleceu perto de um local destacado chamado de Varanda no sul do Nepal, segundo as autoridades, ambos no domingo.
Aparentemente Marchetti foi vítima de um mal estar causado pela altitude cerca de 8.300 metros acima do nível do mar quando se aproximava do pico, disse Navin Trital, da empresa Expedition Himalaya, que coordenou a logística para o alpinista.
"Ele se sentiu mal e morreu quando estava sendo levado a um acampamento mais baixo", explicou Trital à Reuters na capital Kathmandu. Ele disse não poder dar detalhes por causa das comunicações ruins com a equipe.
Strba morreu a cerca de 8.400 metros do lado nepalês, na "zona da morte", onde o ar é muito rarefeito, informou Gyanendra Shrestha, autoridade do Departamento de Turismo.
Ele também disse que as circunstâncias exatas que levaram à morte de Strba não estão claras.
Um alpinista norte-americano morreu no domingo, e socorristas avistaram o corpo de um indiano, vitimado por uma queda de 200 metros depois de escalar o pico um dia antes, segundo o Departamento de Turismo.

Antes disso, um nepalês de 85 anos, Min Bahadur Sherchan, morreu no início do mês tentando se tornar o mais velho a escalar o Monte Everest. O famoso escalador suíço Ueli Steck também morreu em uma queda na região do Everest no início de maio.
O Nepal liberou a subida de 371 alpinistas ao Everest na temporada atual, que termina neste mês. Quase 200 deles foram ao Tibete, de onde o monte de 8.850 metros também pode ser escalado.

Fonte: G1
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Gravador usado em conversa com Temer está no exterior, diz advogado


O advogado do empresário Joesley Batista, Francisco Assis, disse que o gravador usado pelo empresário para registrar conversa com o presidente Michel Temer está fora do país e chegará nesta terça-feira (23), pela manhã. Assis afirmou que o equipamento será levado diretamente para a Polícia Federal (PF) assim que o material estiver no Brasil.
A PF solicitou, neste domingo (21), que a Procuradoria-Geral da República (PGR) ou o próprio Joesley entregassem o equipamento. Com o gravador escondido, o empresário registrou a conversa com Temer no Palácio do Jaburu, em 7 de março deste ano. O áudio será periciado por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), após pedido da defesa do presidente.
Em análise técnica preliminar, o Instituto Nacional de Criminalística apontou também que é fundamental ter acesso ao gravador. Segundo a PF, não há prazo para a conclusão da perícia, "especialmente diante da necessidade apontada de perícia também no equipamento".
O áudio faz parte da delação premiada na operação Lava Jato de Joesley e do irmão dele, Wesley Batista, donos do frigorífico JBS, que resultou na abertura de inquérito para investigar o presidente, com autorização do STF. Temer é investigado por corrupção passiva, obstrução à Justiça e organização criminosa. Após fechar delação, Joesley se mudou para Nova York (EUA).
Pedido de perícia
No sábado (20), a defesa de Temer pediu ao STF que o áudio fosse periciado para saber se houve cortes e que o inquérito fosse suspenso até que saia o laudo definitivo sobre a gravação. No mesmo dia, o ministro relator da Lava Jato no Supremo, Luiz Edson Fachin, determinou que a PF faça a perícia e decidiu levar o pedido de suspensão de inquérito para análise no plenário da Corte – o que deve acontecer quarta-feira (24).
Segundo a PGR, no diálogo Temer dá anuência para que Joesley continue pagando uma mesada ao deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), preso na Lava Jato, para mantê-lo em silêncio. Na conversa, Joesley também conta para Temer que está "segurando" dois juízes e que tem um procurador passando informações sobre uma operação na qual uma empresa do grupo é investigada.

Nos pronunciamentos que fez após a divulgação do áudio, Temer afirmou que a gravação é "clandestina", que foi manipulada e que não falou com Joesley de pagamento de mesada para Cunha. Também disse que não acreditou nas afirmações do empresário sobre as tentativas de influenciar nas investigações.
A PF afirmou que não participou da negociação da delação e nem da gravação. Disse ainda que só teve acesso aos áudios para realização da perícia neste domingo, após a determinação de Fachin. Os investigadores da PF só começaram a participar do caso a partir de 10 de abril, com a respectiva autorização de ações controladas, o que não incluiu a gravação de Temer, diz a nota.
Para a perícia do áudio, os advogados de Temer e a PGR apresentaram 31 quesitos que pedem para serem analisados na gravação. Entre eles estão se há edições no áudio e se a sequência das falas foi alterada.

Fonte: G1
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Lei que autoriza socorro fiscal a estados em crise é publicada no 'Diário Oficial'


A lei complementar que autoriza o governo federal a socorrer financeiramente os estados em crise foi publicada na edição desta segunda-feira (22) do "Diário Oficial da União".
O texto negociado pelo Palácio do Planalto com os governadores – aprovado na última quarta (17) pelo Senado – foi sancionado, sem vetos, pelo presidente Michel Temer na sexta-feira (19), em meio a maior crise política do governo do peemedebista.
A nova legislação suspende o pagamento das dívidas estaduais com a União por três anos (prorrogáveis por mais três) desde que sejam adotadas medidas de ajuste fiscal, as chamadas contrapartidas.
A lei do socorro fiscal poderá ser usada pelos estados que apresentar situação fiscal mais crítica, como Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul.
Para ter direito de aderir ao programa de recuperação fiscal, o estado deverá, entre outros pontos:
Autorizar a privatização de empresas estatais de qualquer setor, desde que com aval do Ministério da Fazenda;
Reduzir incentivos ou benefícios tributários em, no mínimo, 10% ao ano;
Rever o regime jurídico dos servidores estaduais para suprimir benefícios ou vantagens não previstos no regime jurídico único dos servidores da União; o estado que já dispuser de uma Lei de Responsabilidade Fiscal estadual não precisará atender a essa contrapartida;
Autorizar a realização de leilões de pagamento, nos quais será adotado o critério de julgamento por maior desconto, para dar prioridade na quitação de débitos.
Durante a validade do regime de recuperação, o projeto ainda estabelece que os estados ficarão proibidos de:
Conceder vantagem, aumento, reajuste ou adequação de salários a servidores;
Criar cargos ou funções que impliquem em aumento de despesa;
Alterar a estrutura de carreira que gere aumento de gastos;
Contratar pessoal, exceto as reposições de cargos de chefia e de direção que não gerem aumento de despesa e as decorrentes de vacância de cargo efetivo ou vitalício;
Realizar concurso público, ressalvadas as hipóteses de reposição de cargos vagos;
Criar ou aumentar auxílios, vantagens, bônus, abonos ou benefícios de qualquer natureza;
Criar despesa obrigatória de caráter continuado;
Conceder ou ampliar incentivo ou benefício de natureza tributária do qual decorra renúncia de receita.

Requisitos
O texto sancionado também prevê critérios para que a unidade da federação possa aderir ao programa. Neste caso, é preciso comprovar comprometimento na situação fiscal.
Três requisitos serão considerados para essa avaliação:
Receita corrente líquida anual (receita após as transferências devidas aos municípios) menor que a dívida consolidada;
Despesas com pessoal, com juros e com amortizações, equivalentes a pelo menos 70% da receita corrente líquida;
Valor total de obrigações financeiras contraídas maior que as disponibilidades de caixa.

Fonte: G1
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