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segunda-feira, agosto 20, 2018

Benes Leocádio rompe o silêncio e publica nota de agradecimento após morte do filho


O ex-prefeito de Lajes, Benes Leocádio, publicou uma nota de agradecimento ao apoio recebido por ele e sua família após a morte do seu filho, Luiz Benes, na última quarta-feira (15). Na data, o adolescente, de 16 anos, foi sequestrado próximo ao escritório do pai e acabou atingido em uma troca de tiros entre os bandidos e policiais.

Na nota, o político agradeceu as “palavras de conforto e orações” que vieram de todo RN, mostrando “como nosso Benes Júnior era amado”. Ele também informou que sua família não compreendeu o ocorrido, mas que deve existir um propósito maior no acontecido.

Luiz Benes Júnior completaria 17 anos nesta terça-feira (21), data que será celebrada uma missa de sétimo dia. Em Natal, a celebração será às 8h, na Igreja de Santo Afonso, em Mirassol. Em Lajes ocorrerá uma “Marcha Pela Paz” às 16h30, com a concentração no campus do IFRN, seguida de uma missa às 18h, na Igreja Matriz.

A investigação do caso está a cargo da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que aguarda o resultado da perícia das armas para saber de onde partiram os tiros que vitimaram o adolescente. Os quatro policiais lotados no 4º Batalhão de Polícia Militar (4ºBPM) foram afastados das atividades operacionais e seguem aguardando o resultado das investigações.

Leia a nota na íntegra:

Mensagem de agradecimento

A dor é aguda.

O vazio é enorme.

A saudade maltrata.

É difícil suportar.

Mesmo assim, apesar do sofrimento, eu e minha família somos só gratidão.

Obrigado pelas palavras de conforto.

Obrigado pelas orações.

Obrigado pelo carinho de todo o RN.

Como nosso Benes Júnior era amado!

E nós sentimos orgulho disso.

Ainda não compreendemos o ocorrido.

Mas deve haver um propósito maior.

Juninho agora é um anjinho no céu.

Nós continuamos aqui, inconsolados e inertes.

Ouvindo esse silêncio ensurdecedor.

Sofrendo o grito de paz preso na garganta.

Este grito que não é só nosso. É de toda sociedade.

Peço a Deus proteção aos pais, às mães e aos filhos.

Vamos orar pelas famílias.

Meu Deus!

Somos servos da tua vontade.

Dai-nos forças para suportar e sabedoria para entender seus sinais.

Muito obrigado!

Obrigado a todos os nossos amigos, amigas, familiares, cidadãos de centenas de

municípios do Rio Grande do Norte que enviaram emocionantes mensagens de

conforto.

Isso tem sido fundamental para nos manter de pé.



Abraços

Benes Leocádio e família
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Sindicato dos Bancários e Fenaban retomam negociações nesta terça


Está agendada para esta terça-feira (21), às 14h, uma nova rodada de negociações entre os Sindicatos dos Bancários do país e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) continuando o debate da última sexta-feira (17).

A nova reunião foi agendada devido à falta de uma proposta dos bancos que paute às reivindicações da categoria, que vão desde as melhorias salariais até a revogação da Reforma Trabalhista, segundo informações do Sindicato dos Bancários do Rio Grande do Norte.

Os bancos se comprometeram de enviar a proposta ainda nesta segunda-feira (20), para que o Comando Nacional dos Bancários possa avaliar até a tarde de amanhã para formatação de uma contraproposta.

A Presidência do Sindicato dos Bancários do estado de São Paulo informou que a responsabilidade da categoria não deflagrar uma nova greve é de total responsabilidade da Fenaban em caso as negociações não avancem.

No último dia 7, em mais uma rodada de conversas e discussões, as propostas apresentadas foram insuficientes e incompletas segundo o sindicato. Eles tentaram uma nova proposta dez dias depois, mas a situação permaneceu inalterada.

Os profissionais já adiantaram que esperam que as exigências sejam atendidas amanhã e o Comando Nacional dos Bancários sinalizou, que esta semana, vai ser de luta e de protestos em todas as agências e centros administrativos do País.

Fonte: Portal no Ar
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Violência: Rio Grande do Norte registra 25 homicídios durante o fim de semana

O Observatório da Violência do Rio Grande do Norte (OBVIO), divilgou neste segunda feira, 20 de agosto, dados relecionados ao número de homicídios registrados no estado durante o fim de semana que passou, ou seja no período de 17 a 19 do mês em curso.

De acordo com os dados, foram 25 Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLI), ou seja 25 pessoas foram assassinadas de sexta (17) para o domingo (19) em todo o estado.

!6 pessoas foram mortas por disparos de arma de fogo, 04 por asfixia mecânica provocada, 03 por arma branca, 01 por espancamento e 01 instrumento contundente. 16 pessoas foram mortas na região Metropolitana e 09 no Interior do estado.

Os dados do Obvio mostram ainda que 23 homens e 02 mulheres foram assassinados no fim de semana. Uma pessoa foi morta na sexta feira, 13 assassinadas no sábado e no domingo 11 pessoas mortas no RN.

Crimes por região:

Leste Potiguar: 19 homicidios - Oeste Potiguar 04 homicidios - Agreste Potiguar 02 homicídios e a região Central não registrou homicídio.

Veja abaixo as cidades onde foram registrados crimes de homicídios:

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Fonte: Fim da Linha
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16 devem ser indiciados pelas mortes de 4 presos em Alcaçuz, diz delegado

A Polícia Civil vai indiciar 16 homens que já cumprem pena na Penitenciária Rogério Coutinho Madruga, mais conhecida como Pavilhão 5 de Alcaçuz, pelas mortes de quatro presos, cujos corpos foram encontrados neste domingo (19). Segundo o delegado Marcelo Aranha, da Delegacia de Nísia Floresta, na Grande Natal, apenas dois deles negaram que tenham cometido o crime.

Corpos foram encontrados no Presídio Rogério Coutinho Madruga, conhecido como pavilhão 5 de Alcaçuz (Foto: Ediana Miralha/Inter TV Cabugi)
Corpos foram encontrados no Presídio Rogério Coutinho Madruga, conhecido como pavilhão 5 de Alcaçuz (Foto: Ediana Miralha/Inter TV Cabugi)

Os dois que não confessaram participação disseram ao delegado de plantão neste domingo, Elói Xavier, que estavam dormindo no momento dos crimes. "Agora o caso será enviado ao Poder Judiciário para prosseguimento do caso e futuro julgamento dos acusados", disse Marcelo Aranha.

Ainda de acordo com o delegado, as vítimas eram da facção criminosa PCC, antes de se filiarem ao Sindicato Crime. Porém, os companheiros da nova facação acreditavam que eles estavam repassando informações ao PCC.

Os quatro presos mortos foram identificados pela Secretaria de Justiça e Cidadania como Iuri Yorran Dantas Azevedo, de 24 anos, Rodrigo Alexandre Farias Araujo, de 26, Thiago Lucas Oliveira Silva, 24 e Ytalo Nunes de Sousa, 25.

"As facções criminosas não se comunicam mais com o exterior da cadeia, o que tem provocado brigas internas", acrescentou a secretaria, em nota.

De acordo com o sistema da Justiça Estadual, Iuri Yorran cumpria pena de 10 anos e 8 meses por roubo majorado. Ytalo Nunes de Sousa pagava pena de 18 anos por roubo majorado e furto qualificado. Já Rodrigo Alexandre Farias de Araújo cumpria 16 anos de reclusão por tráfico de drogas, associação para o tráfico e crime de receptação dolosa, em concurso material e Thiago Lucas foi preso por homicídio.

Alcaçuz
A Penitenciária Estadual de Alcaçuz foi palco de um massacre em janeiro de 2017 que deixou 26 mortos. Foram 14 dias seguidos de rebelião que deixou a unidade prisional praticamente destruída. Segundo relatórios do meio.

Após a retomada do controle, o governo do estado dividiu a penitenciária ao meio. Um muro de concreto foi erguido separando as facções rivais. De um lado, ficaram os pavilhões 1, 2 e 3, com os presos do 'Sindicato'. Do outro, o pavilhão 4 e o Presídio Rogério Coutinho Madruga, conhecido como pavilhão 5, com os do PCC. Só então deu-se início à obra de reforma da penitenciária.


Atualmente os presos ocupam os pavilhões 1, 2 e 3 da Penitenciária de Alcaçuz, e o Rogério Coutinho Madruga. Juntas, as duas unidades abrigam mais de 2.600 presos. Palco da matança, o Pavilhão 4 é o único que não foi reformado e permanece desativado.

Fonte: G1
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Em 2 anos e meio, 458 presos romperam tornozeleiras eletrônicas no RN; sem o dispositivo, 1.800 fugiram do semiaberto

Em 2 anos e meio, 458 tornozeleiras eletrônicas foram rompidas no Rio Grande do Norte. Neste mesmo período, mas sem o uso do dispositivo, o número é ainda mais alarmante: 1.800 presos deixaram de obedecer as regras do regime semiaberto e também se tornaram fugitivos da Justiça. Significa que, em 30 meses, pelo menos 2.258 detentos que deveriam estar sob algum tipo de vigilância ou controle do Estado voltaram à condição de procurados.

No RN, presos do semiaberto começaram a usar tornozeleiras eletrônicas em fevereiro de 2016 (Foto: Polícia Civil )
No RN, presos do semiaberto começaram a usar tornozeleiras eletrônicas em fevereiro de 2016 (Foto: Polícia Civil )

Os dados acima foram repassados ao G1 pelo juiz Henrique Baltazar Vilar dos Santos, titular da Vara de Execuções Penais de Natal, após acesso à Central de Monitoramento Eletrônico da Secretaria de Estado da Justiça e da Cidadania (Sejuc).

O exemplo mais recente de preso que rompeu a tornozeleira aconteceu nesta última sexta-feira (17), quando o traficante de drogas Robson Batista Marinho ficou apenas 1 hora e 10 minutos com o dispositivo fixado ao corpo.

O uso de tornozeleiras eletrônicas como alternativa de monitoramento para presos do regime semiaberto no Rio Grande do Norte começou em fevereiro de 2016. Desde então, ainda de acordo com o magistrado, 2.938 apenados receberam o dispositivo. Atualmente, 1.163 presos são monitorados em todo o estado.

“Insisto que o monitoramento eletrônico é um avanço em relação ao sistema anterior. O controle manual e humano de quem se recolhe ao presídio é extremamente vulnerável a fraudes, além de ser bem mais caro manter presídios para semiaberto. Ademais, com a monitoração, você sabe a cada segundo onde cada apenado está”, ressaltou Baltazar.

“Basta analisar os índices. Desde quando as tornozeleiras eletrônicas foram implantadas aqui no estado, há 30 meses, 15% dos presos que usaram o dispositivo romperam a braçadeira. Isso dá uma média de 15 foragidos por mês fugas. Já sem o monitoramento, este universo é bem maior. Em 30 meses, pelo menos 1.800 presos deixaram de cumprir as determinações de Justiça e se tornaram foragidos. Neste caso, a média é de 60 fugitivos por mês”, acrescentou o juiz.

"Hoje, cada tornozeleira custa R$ 192 por mês aos cofres do Estado. Esse valor deve representar pouco mais de 10% do custo de cada preso do semiaberto que não é monitorado eletronicamente", destacou Henrique Baltazar.

E é o próprio juiz quem explica o motivo de um preso sem a tornozeleira custar mais caro que um que utiliza o equipamento. “Porque precisa ter um imóvel para recolher e pagar os agentes penitenciários para controlar, além do consumo de água, luz, alimentação para os que ficam recolhidos nos finais de semana. Já os monitorados, pagam suas despesas em casa e o Estado paga apenas R$ 192 mensais e alguns poucos agentes para trabalhar na Central de Monitoramento”, concluiu.

Uma hora com a tornozeleira
'Robson Jogador', como é mais conhecido o traficante Robson Batista Marinho, deixou a Penitenciária Estadual de Alcaçuz na sexta-feira (17) o passar para o regime semiaberto. Às 18h30 ele recebeu uma tornozeleira eletrônica. Às 19h40, pontualmente, ele se livrou do equipamento e sumiu do mapa.

Robson Batista Marinho, quando foi preso em 2014 na operação Alcatraz, e ele agora, em 2018 (Foto: Inter TV Cabugi/Reprodução e MP/RN)
Robson Batista Marinho, quando foi preso em 2014 na operação Alcatraz, e ele agora, em 2018 (Foto: Inter TV Cabugi/Reprodução e MP/RN)

Paulista radicado em Natal, Robson foi preso em 2014 suspeito de chefiar uma facção criminosa que atua em praticamente todo o país – e também foi apontado pelo Ministério Público Estadual na operação Alcatraz como comandante do tráfico de drogas no Rio Grande do Norte.

Robson foi condenado a 6 anos por tráfico de drogas, 3 anos, 9 meses e 18 dias por associação para o tráfico, 3 anos por porte de arma de uso restrito, e mais 1 ano por uso de documentos falsos, totalizando 13 anos, 9 meses e 18 dias de prisão no regime fechado.

Fonte: G1
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MP denuncia prefeito e mais 9 investigados pela Operação Tubérculo em Caicó, RN

O Ministério Público do Rio Grande do Norte ofereceu denúncia à Justiça do estado contra 10 pessoas investigadas na Operação Tubérculo, deflagrada na semana passada em Caicó, região Seridó potiguar. Entre os denunciados está o prefeito do município, Robson Araújo (PSDB), conhecido como Batata, o vereador Raimundo Inácio Filho (Lobão) e o lobista Edvaldo Pessoa de Farias.

O documento é assinado pelo procurador-geral de Justiça, Eudo Rodrigues Leite e foi protocolado na sexta-feira (17).

O prefeito de Caicó foi denunciado duas vezes pelos crimes de corrupção passiva, dispensa indevida de licitação, corrupção ativa (também duas vezes) e associação criminosa. Em entrevista, ele disse que é inocente e que foi surpreendido pela operação. Já o vereador Raimundo Inácio Filho, por corrupção ativa (duas vezes), e o lobista Edvaldo Pessoa de Farias por corrupção passiva, tráfico de influência e associação criminosa.

Prefeito de Caicó, Robson 'Batata', foi preso em Operação do MPRN (Foto: Reprodução/Inter TV Cabugi)
Prefeito de Caicó, Robson 'Batata', foi preso em Operação do MPRN (Foto: Reprodução/Inter TV Cabugi)

Os outros denunciados deverão responder por corrupção ativa, dispensa indevida de licitação e associação criminosa, além de lavagem de dinheiro.

A operação Tubérculo foi deflagrada na terça-feira (14) e cumpriu três mandados de prisão e outros seis mandados de busca e apreensão em Caicó e Natal. Além de presos preventivamente, o prefeito e o vereador Raimundo Inácio Filho foram afastados dos cargos. O lobista cumpre prisão temporária.

A operação Tubérculo é um desdobramento das operações Cidade Luz, deflagrada em julho de 2017 e que aponta um esquema criminoso na Secretaria Municipal de Serviços Urbanos de Natal através da constituição de cartel entre empresas pernambucanas que prestavam serviços de iluminação pública na cidade; e Blackout, realizada em agosto do mesmo ano e que apura superfaturamento e pagamento de propina para manutenção do contrato de iluminação pública em Caicó.

Fonte; G1
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Produção de peixes no RN é exemplo de desenvolvimento econômico aliado à preservação de nascentes

É possível aliar preservação ambiental e produção econômica? Uma fazenda de Brejinho, distante cerca de 60 quilômetros de Natal é uma prova que sim. O projeto de preservação das nascentes de rios começou há cerca de 20 anos e a qualidade da água é uma das principais vantagens para a criação de peixes.

Produção econômica e preservação ambiental andam lado a lado em fazenda de Brejinho, no RN (Foto: Reprodução/Inter TV Cabugi)
Produção econômica e preservação ambiental andam lado a lado em fazenda de Brejinho, no RN (Foto: Reprodução/Inter TV Cabugi)

A propriedade de Elias Miguel de Oliveira tem 60 hectares, que ele comprou há duas décadas. Era um ambiente bem diferente do atual. "Isso aqui era tudo desmatado. Então eu vi que tinha um potencial muito grande de água, das nascentes. E a partir dai a gente começou a deixar a mata se recompor", conta.

A Fazenda Laurence é uma jóia num estado que tem mais de 90% composto de semiárido. 60% da propriedad rural tem área preservada. Ao todo, ela comporta 12 nascentes do rio Ararai, que desagua na lagoa de Nísia Floresta.

No local, a vegetação é de caatinga e mata atlântica. Mesmo sem chuva, as nascentes nunca secaram. Isso é fruto de um trabalho sério de preservação, desde onde a vida começa. Na principal nascente do rio, a água é tão pura que dá para beber.

Fazenda em Brejinho, RN, tem mais de 60% de área preservada (Foto: Reprodução/Inter TV Cabugi)
Fazenda em Brejinho, RN, tem mais de 60% de área preservada (Foto: Reprodução/Inter TV Cabugi)

"Preservar tudo isso é muito importante, porque isso aqui nada mais é que do água de chuva que infiltrou no solo e na rocha e agora está aflorando aqui. Isso é a vida da fazenda", afirma o professor e presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Socioambiental (ABDA), José Salim, sobre um olho d'água que brota do solo.


Das nascentes, a água segue seu caminho, dando verde e vida à natureza por onde passa e matando a sede de animais. Um dos destinos são os viveiros de peixe da fazenda, que são um exemplo de que é possível desenvolver um bom negócio de psicultura. A água limpa que chega ao local é fundamental para o processo.

"A qualidade tem que ser pura, água de beber, para que eu tenha produção de alevinos com qualidade. Inclusive para fazer a regressão sexual das femeas, que é um processo natural, para evitar que quando ela chegue no viveiro comece a se proliferar e o criador do peixe que vai para o abate perca essa qualidade. Tudo é controlado: alimento, temperatura, PH da água, acidez da água. Tudo tem que estar muito bem controlado", ressalta Eliseu Augusto de Brito, presidente da Associação de Engenheiros de Pesca do Rio Grande do Norte.

No laboratório da fazenda, é possível ver o processo de crescimento dos peixes, desde os ovos até a fase em que se tornam alevinos, quando ficam prontos para serem vendidos aos produtores.

"Esses ovos são coletados, são tratados, limpos e estocados nas incubadoras. A partir daqui elas eclodem seletivamente, cada ovo é eclodido dentro do seu padrão de idade normal, e as larvas são recolhidas dessa forma para fazer uma seleção natural", explica o engenheiro de pesca Odilon Juvino de Araújo.

O engenheiro conta ainda que o ao longo dos anos a principal produção no estado é a de tilápia. Mas hoje ela divide espaço com o panga - um peixe natual do Vietnã, que chega a pesar até 50 quilos e pode render até 50% de filé - uma boa vantagem para o mercado e também ao consumidor. Por enquanto, a produção dele só é permitida em São Paulo e no Rio Grande do Norte.

Criação de alevinos é aliada à preservação ambiental no RN (Foto: Reprodução/Inter TV Cabugi)
Criação de alevinos é aliada à preservação ambiental no RN (Foto: Reprodução/Inter TV Cabugi)

"O panga é muito importado pelo país, todo o comércio é feito por importação do produto, e a gente precisa produzir esse animal aqui pela qualidade que ele tem no mercado mundial", argumenta Odilon.

A produção comandada Elias Miguel de Oliveira é considerada um sucesso e gera boa lucratividade. O produto é vendido para o Rio Grande do Norte e principalmente Paraíba. "Nós estamos produzindo em torno de 400 a 500 alevinos por mês", ressalta.

Tão importante quanto o sucesso econômico, o professor José Salim reforça o sucesso na preservação ambiental. "Tudo que existe ao longo desse rio depende dessa água. Isso é importante, porque é preciso ter proprietários concientes da importância das nascentes para que façam uso da água e não consumo da água", defende.

"Tudo é dificil no começo, mas com o tempo a gente vai fazendo os melhoramentos e vai dando certo", complementa seu Elias.

Fonte: G1
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Especialistas alertam para epidemias de Zika e Chikungunya no verão


A poucos meses do início do verão, especialistas alertam que o Brasil pode voltar a sofrer com epidemias de Zika e Chikungunya. Apesar da redução da incidência de casos este ano, as doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti podem voltar a ter força a partir de dezembro ou janeiro de 2019, quando já terá passado o período da primeira onda de surto em alguns estados.

O pesquisador colaborador da Fundação Oswaldo Cruz em Pernambuco Carlos Brito, disse que o país se dedicou mais nos últimos dois anos no estudo dos impactos do Zika, devido ao surto e a perplexidade causada pelos casos de microcefalia nos bebês. Ressaltou, no entanto, que mesmo assim o país continua despreparado para atender novos casos das arboviroses, principalmente de Chikungunya.

“Na verdade, deixou-se um pouco de lado a Chikungunya que, para mim, é a mais grave das arboviroses. E as pessoas geralmente nem têm ciência da gravidade, nem estão preparadas para conduzir a Chikungunya. É uma doença que na fase aguda não só leva a casos graves, inclusive fatais, mas deixa um contingente de pacientes crônicos, que estão padecendo há quase dois anos com dores, afastamento das atividades habituais de trabalho, lazer, vida social”, explicou Brito à Agência Brasil.

O pesquisador disse que a incidência das doenças vai variar de região para região. Aqueles estados onde muitas pessoas já foram infectadas no início do surto em 2016, como no Nordeste, poderão ficar imunes por mais um tempo. No entanto, muitos municípios ainda têm a probabilidade de enfrentar novos surtos, como o Rio de Janeiro, que recentemente registrou vários casos. (link1 )

“No Brasil tudo toma uma dimensão muito grande, porque é um país de dimensão continental. Então, não estamos preparados, nem os profissionais de saúde foram treinados, nem estamos tendo a dimensão da intensidade da doença, nem as instituições estão atentas para uma epidemia de grandes proporções em um estado como São Paulo, com 40 milhões de habitantes, ou no Rio de Janeiro, com 20 milhões de habitantes”, alertou Brito.

Redução

Segundo o último boletim epidemiológico do Ministério da Saúde, divulgado na sexta-feira (17), de janeiro até 28 de julho deste ano foram registrados 63.395 casos prováveis de febre Chikungunya. O resultado é menos da metade do número de casos reportados no mesmo período do ano passado, de 173.450. Em 2016, foram 278 mil casos.

Mais da metade, 61% dos casos reportados neste ano, estão concentrados na Região Sudeste. Em seguida, aparece o Centro-Oeste (21%), o Nordeste (13%), Norte (7%) e Sul (0,35%).

Nos primeiros sete meses de 2018, foram confirmadas 16 mortes por Chikungunya. No mesmo período do ano passado, 183 pessoas morreram pela arbovirose. A redução no número de óbitos foi de 91,2%. Já para o Zika, em todo o país foram registrados 6.371 casos prováveis e duas mortes até o fim de julho. No ano passado, o vírus tinha infectado mais de 15 mil pessoas no mesmo período. A maior incidência de Zika este ano também está no Sudeste (39%), seguida da Região Nordeste (26%).

Ameaça

Apesar da redução da incidência, o pesquisador Luiz Tadeu Moraes Figueiredo, professor do Centro de Pesquisa em Virologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), de Ribeirão Preto, também alerta que, depois do período de seca em que há baixa circulação dos vírus, essas arboviroses podem voltar a qualquer momento, assim como já ocorreu com a dengue e com a febre amarela.

“Não estamos tendo uma epidemia. Estamos tendo casos esporádicos. Mas ainda é um problema que pode voltar, sim. As arboviroses são assim mesmo, dengue, Zika. Todas elas têm momentos em que desaparecem, depois voltam. O vírus está aí, está no Brasil, e ainda é uma ameaça. Ele pode voltar agora, inclusive, neste verão. O risco está aí”, disse à Agência Brasil.

Figueiredo disse que permanece o desafio de diagnosticar com precisão o Zika em tempo de prevenir suas consequências. Apesar dos avanços nas pesquisas nos últimos anos, ainda não foi desenvolvida uma forma de detecção rápida do vírus Zika que possa ser disponibilizada em todo o país, disse o pesquisador.

“A dificuldade continua. A gente descobriu algumas coisas que podem ajudar o diagnóstico, mas o problema não está resolvido ainda. O mais eficaz é você encontrar o vírus, isolar é mais complicado. Ou você encontrar o genoma do vírus ou alguma proteína do vírus na fase aguda seria muito útil, aí você pode detectar na mulher, se estiver grávida inclusive”, explicou.

Os pesquisadores apontam que o ideal para prevenir o impacto de novos surtos seria desenvolver uma vacina. Contudo, eles lamentam que essa solução ainda está longe de ser concretizada. Enquanto isso, o foco ainda está no controle do mosquito transmissor dos vírus. “As pessoas devem ficar atentas e controlar o vetor nas suas casas e, assim, evitar a transmissão. É a única [solução] que nós temos nesse momento”, disse Figueiredo.

O pesquisador Carlos Brito defende que o Estado deve investir em melhorias de qualidade de vida da população e em infraestrutura de saneamento para controlar as epidemias causadas pelas arboviroses.

Controle permanente

Por meio de nota, o Ministério da Saúde informou que a destinação de recursos para controle do mosquito vetor e outras ações de vigilância são permanentes e passaram de R$ 924,1 milhões, em 2010, para R$ 1,93 bilhão em 2017. Para este ano, o orçamento previsto é de R$ 1,9 bilhão.

Além da mobilização nacional para combater o mosquito, a pasta ressaltou que, desde novembro de 2015, quando foi declarado o estado de emergência por causa do Zika, foram destinados cerca de R$ 465 milhões para pesquisas e desenvolvimento de vacinas e novas tecnologias.

Fonte; Agência Brasil
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domingo, agosto 19, 2018

Aumento dos casos de raiva no RN deixa produtores rurais em alerta


Produtores rurais estão em alerta sobre os cuidados que devem ter para evitar a transmissão do vírus da raiva para os seus rebanhos no interior do Rio Grande do Norte. A preocupação é devido ao grande aumento no número de casos de raiva registrados em animais em 2018. Os dados foram divulgados pela Secretaria Estadual de Saúde Pública (SESAP) no início desse mês.

De acordo com o relatório da Secretaria, de janeiro a agosto foram notificados 21 casos de raiva no RN, sendo 17 somente em morcegos. A SESAP também identificou o vírus em três raposas e um carneiro nas cidades de São Bento do Trairi, Caicó e Governador Dix-sept Rosado.

Segundo o veterinário Pollastry Diógenes, que atua em Apodi há quase 10 anos, os números mostram uma situação que precisa de atenção, uma vez que o morcego é um grande agente transmissor e possui facilidade para infectar outros animais.

“A raiva pode ser transmitida por vários animais, basta ele estar infectado e morder alguém ou outro animal. Mas a questão do morcego é porque não tem como o produtor impedir que ele morda os animais de uma fazenda, por isso é preciso estar atento e, principalmente, com o rebanho protegido”, destaca Pollastry.

A vacina anual antirrábica é o principal método de prevenção da raiva. Cães e gatos recebem a imunização gratuitamente todos os anos através de campanhas públicas, mas os animais de fazenda como bovinos, caprinos e ovinos acabam ficando desprotegidos se o proprietário não comprar a vacina e mandar aplicar.

“Esses animais de fazenda também devem ser vacinados, mas dificilmente os produtores fazem isso. Agora, com esse aumento no número de casos, muitos estão com medo de perder algum animal para esta doença”, explicou o veterinário.

Nos últimos 13 anos, foram confirmados mais de 350 casos de raiva no RN, inclusive em seres humanos. A raiva é uma doença que afeta o sistema nervoso central, que mata em 99,9% dos casos quando não se busca assistência médica no tempo correto. Ela é causada por um vírus e somente os mamíferos a transmitem.

Fonte: Portal no Ar
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sábado, agosto 18, 2018

Pai de menino do Paraná que emocionou internet com honestidade morre em acidente de trânsito

O pai do menino que, em 2017, emocionou a internet com honestidade morreu em um acidente de trânsito na noite de quinta-feira (16) em Santo Antônio da Platina, no norte do Paraná.

Honestidade de menino emocionou funcionário que foi cortar energia (Foto: João Cândido da Silva Neto/Arquivo Pessoal)
Honestidade de menino emocionou funcionário que foi cortar energia (Foto: João Cândido da Silva Neto/Arquivo Pessoal)

Alessandro Monteiro de Sousa, de 37 anos, pilotava uma moto na PR-439. Um carro acabou batendo contra a moto, de acordo com a Polícia Militar (PM). Os ocupantes do automóvel tiveram ferimentos leves.

O corpo de Alessandro foi sepultado por volta das 17h30 deste sexta-feira (17), no Cemitério Municipal São João Batista. O velório foi realizado na capela da Funerária Santo Antônio.

Alessandro Monteiro era montador de móveis. Em dezembro do ano passado, a família dele participou do quadro "Agora ou Nunca", do Caldeirão do Huck, e ganhou o prêmio de R$ 30 mil.

Honestidade de menino emociona eletricista que foi cortar luz de casa por falta de pagamento
O apresentador Luciano Huck lamentou a morte de Monteiro pelas redes sociais. Ele soube do acidente por uma matéria do G1. Na publicação, Huck disse para as crianças que os valores passados pelo pai "jamais serão esquecidos".

Acidente aconteceu na PR-439; carro atingiu a moto que o pai do menino pilotava  (Foto: Antonio Picoli/Tribuna do Vale)
Acidente aconteceu na PR-439; carro atingiu a moto que o pai do menino pilotava (Foto: Antonio Picoli/Tribuna do Vale)

Relembre a história
O garoto Alessandro Júnior Rodrigues de Sousa pediu R$ 1 a um funcionário da Companhia Paranaense de Energia (Copel), que tinha ido até a casa da família, em Santo Antônio da Platina, para cortar a luz por falta de pagamento.

O menino ganhou uma nota de R$ 5 para dividir com os irmãos e esperou o eletricista voltar para devolver o troco de R$ 2.

O caso ocorreu em 2016, mas ganhou notoriedade após a publicação nas redes sociais em outubro de 2017, quando o eletricista da Copel João Cândido compartilhou a história.

Eletricista João Neto compartilhou a história de Alessandro em outubro do ano passado o e viralizou nas redes sociais (Foto: Rede Globo/Reprodução)
Eletricista João Neto compartilhou a história de Alessandro em outubro do ano passado o e viralizou nas redes sociais (Foto: Rede Globo/Reprodução)

No texto, acompanhado de uma foto das mãos do menino devolvendo R$ 2, o funcionário relatou que foi cortar a energia da família e, na saída, foi abordado pelo menino que pediu dinheiro.

Ao voltar, no fim da tarde do mesmo dia para religar a luz, foi recebido com entusiasmo pelo menino, que queria lhe devolver o troco.

Para Cândido, a atitude do menino de devolver o troco foi o maior exemplo de honestidade e responsabilidade que ele já tinha visto na vida.

Família mora em Santo Antônio da Platina, no norte do Paraná (Foto: NPDiário)
Família mora em Santo Antônio da Platina, no norte do Paraná (Foto: NPDiário)

Participação no programa
No Caldeirão do Huck, o pai do menino disse que a família estava muito feliz com a participação no programa e com o prêmio. "Foi uma benção de Deus", afirmou.

Durante o programa, o apresentador Luciano Huck elogiou a educação das crianças, mesmo em meio a tantas adversidades

"A gente está no caminho certo e a gente não pode parar por aí”, declarou o pai ao G1, logo após a exibição da reportagem no Caldeirão do Huck.

Família de menino que emocionou a internet pela honestidade participou do quadro 'Agora ou Nunca', do Caldeirão do Huck, em dezembro do ano passado (Foto: Rede Globo/Reprodução)
Família de menino que emocionou a internet pela honestidade participou do quadro 'Agora ou Nunca', do Caldeirão do Huck, em dezembro do ano passado (Foto: Rede Globo/Reprodução)

Fonte: G1
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Homem devolve carteira com R$ 1,2 mil que achou em rua de Goiânia e dispensa recompensa

O marmoreiro Rodrigo Pereira Nunes encontrou uma carteira com R$ 1,2 mil no chão, procurou o dono nas redes sociais e, ao devolver, dispensou receber recompensa, em Goiânia. Câmeras de videomonitoramento registraram o momento em que ele encontra o objeto (assista acima). Ele afirma que ficou preocupado com quem poderia ter perdido o dinheiro.

“Pensei na minha família e pensei muito mais ainda em quem perdeu este dinheiro. Porque esta pessoa que perdeu o dinheiro eu não sabia quem era nem o que era. E se fosse o pagamento do salário dele?”

“Se eu devolvi, Deus vai me abençoar. E talvez seja o pontapé do meu caminhar mais para frente”, disse o homem.
Rodrigo encontrou a carteira no cruzamento das ruas 1 e 6, no Setor Oeste, em Goiânia. As imagens mostram o momento em que o dono perde o objeto e, três minutos depois, quando o marmoreiro encontra o dinheiro.

Rodrigo Pereira Nunes encontrou carteira e devolveu ao dono, em Goiânia (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)
Rodrigo Pereira Nunes encontrou carteira e devolveu ao dono, em Goiânia (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)

Recompensa recusada
Logo após pegar a carteira, com os dados que encontrou nos documentos, encontrou o dono, o pecuarista Honório Banbiske nas redes sociais e combinou o encontro para devolver objeto. O homem chegou a oferecer recompensa pelo ato de honestidade do marmoreiro, que recusou, alegando que ele não poderia ter tomado outra atitude.


“Nós precisamos de mais pessoas como o Rodrigo nesse país”, disse o pecuarista
Honório, para agradecer, fez um post nas redes sociais indicando os serviços de Rodrigo como marmoreiro, dizendo que para recompensá-lo, iria encontrar clientes. A mensagem bombou na internet, com mais de 10 mil curtidas.

Honório fez post na internet para indicar serviços de Rodrigo, em Goiânia (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)
Honório fez post na internet para indicar serviços de Rodrigo, em Goiânia (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)

Fonte: G1
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Em 4 anos de crise, 3,3 milhões de brasileiros desistiram de procurar emprego, revela IBGE

Dados mais recentes divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que, desde o início da crise econômica que vem deteriorando o mercado de trabalho brasileiro, 3,3 milhões de pessoas desistiram de procurar emprego no país. É como se, em quatro anos, toda a população do Uruguai ou de estados como o Amazonas decidisse cruzar os braços.

Em meio à crise, aumenta no Brasil o número de pessoas que desistem de procurar emprego. (Foto: Fernando Madeira/Divulgação)
Em meio à crise, aumenta no Brasil o número de pessoas que desistem de procurar emprego. (Foto: Fernando Madeira/Divulgação)

A situação parece ser um contrassenso, já que frente a um cenário de grave recessão econômica seria natural que pessoas que não trabalham – seja porque se dedicam exclusivamente aos estudos ou aos cuidados com filhos, por exemplo – saíssem em busca de emprego para ajudar a compor a renda familiar. Mas, a baixa perspectiva de se conseguir uma vaga e a longa fila de espera fez o Brasil alcançar o recorde de desalentados.

Desalento é o termo utilizado para designar a situação de quem está em idade ativa e em condições de trabalhar, mas por questões diversas não busca emprego. Os dicionários apresentam o desalentado como sendo um indivíduo desanimado, desencorajado e sem vontade de agir.

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No 2º trimestre de 2014, havia no mercado de trabalho brasileiro 1,5 milhão de desalentados. De acordo com o IBGE, foi o menor número de pessoas nesta condição desde 2012, quando tem início a série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD).

Foi naquele período que o país começou a sair do chamado pleno emprego, alcançado em dezembro de 2013, e a entrar na maior crise econômica de sua história recente. Desde então, o número de desalentados subiu vertiginosamente até atingir 4,8 milhões de pessoas no 2º trimestre deste ano - o maior número desde que o IBGE começou a fazer o levantamento - o que corresponde a um aumento de 227% neste período.

De acordo com o coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE, Cimar Azeredo, vários fatores levam uma pessoa a integrar o grupo dos desalentados. Num período de crise econômica, porém, a própria perda do poder aquisitivo contribui para o aumento desta população.

“Muitas dessas pessoas desalentadas sequer têm dinheiro para pagar passagem e procurar emprego. Mas se você oferecer [uma vaga de emprego], elas vão aceitar e vão poder assumir”, disse o pesquisador.

Também contribui para o aumento do desalento, segundo Azeredo, a percepção subjetiva da população em relação ao mercado de trabalho.

"A dificuldade de outros integrantes da família de conseguir uma vaga, ou mesmo as notícias na mídia sobre o desemprego elevado já influenciam a percepção das pessoas sobre a dificuldade de se conseguir um emprego", apontou.
Mas o desânimo para procurar emprego tem relação direta também com a fila do desemprego. Dos 13 milhões de desempregados no Brasil no 2º trimestre deste ano, 3,1 milhões buscavam uma oportunidade no mercado há mais de dois anos - o maior contingente do chamado desemprego de longo prazo desde 2012.

“A probabilidade de uma pessoa desistir de procurar emprego está muito relacionada ao tempo que ela ficou procurando uma vaga", enfatizou Azeredo.


Conforme o levantamento do IBGE, desde o início da crise econômica, em 2014, o contingente de pessoas buscando emprego há mais de dois anos cresceu 162%.

Nordeste concentra 60% dos desalentados
Dos 4,8 milhões de desalentados no país, 2,9 milhões estão no Nordeste, segundo o IBGE, o que corresponde a 60% do total de brasileiros nesta condição. O Sudeste, região mais populosa do Brasil, aparece em segundo lugar, com 1 milhão de desalentados (20% do total). O Sul, por sua vez, concentra o menor contingente - 194 mil pessoas (4%).

Dentre os estados com maior número desalentados, a Bahia se destaca com quase 600 mil pessoas nesta situação - o que equivale a 20% do total de pessoas em condição de desalento no Nordeste. O número supera, e muito, o de São Paulo (384 mil) e de Minas Gerais (296 mil), estados com as maiores populações do país.

Ainda conforme o levantamento do IBGE, nos quatro anos de crise econômica o estado de Santa Catarina foi o que teve o maior aumento percentual no número de desalentados - passou de 3 mil pessoas no 2º trimestre de 2014 para 25 mil no 2º trimestre de 2018 - um aumento de 733%.

O Rio de Janeiro aparece em segundo lugar, com um salto de 621% de pessoas desalentadas neste período - passou de 14 mil para 101 mil. Goiás vem na sequência, com aumento de 571%, passando de 14 mil para 94 mil.

Fonte: G1
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Correios vão lançar o ‘uber da entrega’


Até o fim deste ano, os Correios querem anunciar uma nova empresa de logística para concorrer no mercado de entrega de encomendas. O serviços funcionará praticamente do mesmo jeito que o Uber. Por meio de um aplicativo no celular, o usuário poderá chamar um prestador de serviço – carro, moto ou até mesmo bicicleta – para que entregue sua encomenda em determinado endereço.

O Estado apurou que os Correios negociam parceria com uma empresa de tecnologia para lançar o aplicativo e que a expectativa é bater o martelo nas próximas semanas. O objetivo é oferecer um serviço de “entrega a jato”, em poucas horas.

As informações foram confirmadas pelo presidente dos Correios. “Ainda estamos fechando os detalhes desse negócio, mas vamos iniciar este serviço ainda neste ano.”

Com a iniciativa, os Correios querem entrar em um tipo de operação que já virou tendência em outros países. Trata-se do chamado “crowdshipping” – termo que une as palavras crowd (multidão) e shipping (remessa) -, que tem a proposta de permitir que cidadãos comuns possam fazer entregas de terceiros, desde que estejam habilitados para isso.

No Brasil, já existem algumas iniciativas em funcionário, como o “Eu Entrego”. Para usar o serviço, o dono da encomenda se cadastra, descreve o tamanho do produto, local e data da retirada da entrega e quanto está disposto a pagar. A partir daí, entregadores independentes cadastrados no site se candidatam ao serviço, apontando se aceitam o valor proposto ou se fazendo uma proposta.

Para o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), a iniciativa deve ser estruturada com o máximo cuidado, para evitar fraudes e prejuízos aos usuários do serviço. “O Idec considera que a iniciativa dos Correios deve ter atenção aos critérios para seleção da empresa parceira e os mecanismos de autorregulação criados para garantia de qualidade dos serviços”, comenta Rafael Zanatta, advogado do Idec. “O serviço deve zelar pela garantia dos direitos básicos dos consumidores e responsabilização, tanto dos Correios quanto pela empresa de tecnologia intermediadora, por violações causadas aos consumidores.” As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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Suspeitos de participação na morte de cabo da PM são presos na região Oeste potiguar

Cinco homens foram presos nesta sexta-feira (17) suspeitos de participação na morte do cabo da Polícia Militar Ildônio José da Silva, de 43 anos, crime ocorrido na tarde da quinta (16) na RN-117, entre as cidades de Caraúbas e Governador Dix-Sept Rosado, na região Oeste potiguar. O PM foi assassinado durante um assalto a um ônibus escolar que transportava universitários para Mossoró. Testemunhas disseram que os bandidos executaram Ildônio porque ele foi reconhecido como policial. A arma dele, uma pistola, foi levada.

Suspeitos foram presos por agentes da PRF, depois conduzidos pela PM até a Delegacia da Polícia Civil da cidade de Caraúbas (Foto: Redes sociais )
Suspeitos foram presos por agentes da PRF, depois conduzidos pela PM até a Delegacia da Polícia Civil da cidade de Caraúbas (Foto: Redes sociais )

Quatro dos cinco suspeitos foram presos por agentes da Polícia Rodoviária Federal, que também contaram com apoio da PM. A assessoria de comunicação da PRF explicou ao G1 que, por volta do meio-dia, houve uma abordam a um Gol preto na BR-110, em Campo Grande, cidade vizinha a Caraúbas. Três homens estavam no carro. Nos celulares dos suspeitos, foram encontradas conversas com outros suspeitos acerca do crime, das buscas que a polícia vinha fazendo na região e também falavam que estavam em fuga para Assu.

Cabo da PM Ildônio José da Silva tinha 43 anos (Foto: Arquivo pessoal)
Cabo da PM Ildônio José da Silva tinha 43 anos (Foto: Arquivo pessoal)

Em seguida, os agentes e os policiais militares seguiram para Assu, onde prenderam o quarto suspeito, um homem que aguardava o grupo chegar. Depois da prisão, os quatro foram levados pela PM até a Delegacia da Polícia Civil de Caraúbas, onde foram autuados.


Segundo o delegado Sandro Régis, que fez o flagrante, um quinto suspeito também foi detido. A prisão aconteceu no início da manhã. "Trata-se do morador de um sítio, um coiteiro, como é chamada a pessoa que dá proteção a bandidos. Na propriedade dele, que fica entre Caraúbas e Governador Dix-Sept Rosado, foram apreendidos dois adolescentes, que são filho e sobrinho dele. E também apreendemos duas espingardas calibre 12 e 40 munições. Os adolescentes foram autuados e liberados, mas o morador do sítio ficou preso e também foi autuado", acrescentou.

Ainda de acordo com o delegado, dois homens que estavam no Gol têm participação direta na morte do cabo Ildônio. "Inclusive, nos celulares deles, achamos fotos deles com as armas que foram apreendidas no sítio do coiteiro. Ambos, também, já tinham mandados de prisão em aberto por outros crimes de homicídios e assaltos aqui na região", revelou.

No fim da tarde, ainda houve um confronto armado entre bandidos e a PM em meio a uma região de mata, mas os criminosos conseguiram escapar. As buscas continuam neste sábado (18).

Honras militares
Ildônio trabalhava na 3ª Companhia do 12º BPM. Ele foi o 21º policial assassinado este ano no Rio Grande do Norte.

O corpo do policial foi enterrado com honras militares. O sepultamento aconteceu na tarde desta sexta no Cemitério Novo Tempo, na BR-304, em Mossoró.

Corpo de Ildônio foi enterrado em Mossoró (Foto: Wilton Alves/Mossoró 190)
Corpo de Ildônio foi enterrado em Mossoró (Foto: Wilton Alves/Mossoró 190)

Fonte: G1
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Hoje é dia de Vacinação em Itaú-RN, crianças vacinada concorrem a duas bicicletas



A Prefeitura Municipal de Itaú RN, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, realiza neste sábado (18), o Dia D da Campanha Nacional de Vacinação Contra Poliomielite e Sarampo, no horário das 8h às 17h, para crianças com idade entre 12 meses e menores de 5 anos, incluindo as que já receberam as vacinas anteriormente. Aquelas que já foram imunizadas nos últimos 30 dias, não necessita de nova dose.

Os postos de vacinação ficarão abertos das 8h às 17h, na UBS Mãe Dália na Rua Cleofas Nunes, na UBS Mãe Arlinda no Bairro Nossa Senhora Das Dores e na Escola Professor José Porto de Quiroz no Alto da Indústria.

A Campanha que iniciou no dia 6 deste mês, seguindo até 31 de agosto, nas unidades de saúde do município. A população a ser vacinada é de mais de 200 crianças, com a expectativa de imunizar 95% desse público.

A SMS solicita aos pais ou responsáveis para levarem a carteira de vacinação da criança.

todas as crianças vacinadas até este sábado (18) dia D, estará participando do sorteio de duas bicicletas, uma masculina e outra feminina. O sorteio ocorrerá após o término do dia D a partir das 17 horas na UBS Mãe Dália.



















Fonte: Assessoria de Comunicação Social
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